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Vacina Sputnik V

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A Ministra da Saúde partilhou hoje as reservas da Organização Mundial de Saúde (OMS) quanto à vacina para a covid-19 anunciada pela Rússia, afirmando que não se pode sacrificar “segurança e eficácia” em nome da rapidez. A vacina russa, anunciada terça-feira pelo Presidente russo, Vladimir Putin, não estava entre as seis que a OMS disse na semana passada estarem mais avançadas.

“É muito importante acelerar o processo de investigação em relação à descoberta de uma vacina eficaz, mas não podemos, nesse processo, sacrificar nem a segurança nem a eficácia terapêutica”, declarou Marta Temido. A Ministra indicou que relativamente à vacina Sputnik V, a primeira para a covid-19 a ser anunciada, “há factos que têm sido referidos, que a fase 3 [de testagem na comunidade] não terá sido, eventualmente, totalmente realizada”. 

Marta Temido afirmou que a autoridade portuguesa de regulação dos medicamentos (Infarmed) está a trabalhar com a Agência Europeia do Medicamento, integrado numa rede competente, capacitada e com todos os meios ao seu dispor para garantir que Portugal está entre os países que terão acesso ao que venha a ser uma vacina eficaz para a covid-19.

Segundo Putin, a vacina russa é eficiente, passou em todos os testes necessários e permite atingir uma “imunidade estável” contra a covid-19, devendo entrar em circulação a partir de 01 de janeiro de 2021.  

Muitos cientistas, no país e no estrangeiro, interrogaram a decisão de registar a vacina antes de os cientistas completarem a chamada Fase 3 do estudo, que é uma das mais morosas e envolve milhares de pessoas, sendo a única forma de se provar que a vacina é segura.