Voltar

Três mil profissionais de saúde contratados durante a pandemia

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi reforçado com cerca de 3.000 profissionais de saúde, entre os quais 125 médicos e 900 enfermeiros, no âmbito da pandemia da COVID-19, adiantou esta sexta-feira o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária de atualização dos dados.

Aos médicos e enfermeiros juntam-se 205 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, mais de 1350 assistentes operacionais, entre outros profissionais.

“Estamos mais capacitados, mais preparados, com maior resposta no SNS, quer para a atividade COVID, quer para a atividade não-COVID. Por isso, temos que continuar este caminho”, afirmou o governante.

Lembrando que “estamos prestes a entrar na terceira fase de desconfinamento”, Lacerda Sales reforçou uma mensagem que tem vindo a transmitir: “A nossa liberdade é diretamente proporcional à nossa responsabilidade”.

Portugal continua a “testar mais”. Desde o dia 1 de março, “foram realizados mais de 796.000 testes de diagnóstico COVID-19, com 7% de amostras processadas positivas”.

O stock de testes de diagnóstico mantém-se “em cerca de um milhão, o que garante uma estabilidade em matéria de testagem”.

Na sua declaração inicial, o Secretário de Estado revelou ainda que “ontem foram feitas mais de 10.200 vigilâncias clínicas através da plataforma Trace COVID, mais cerca de 200 do que no dia anterior”. Este sistema “conta já com 450.000 utentes seguidos por mais de 73.000 profissionais de saúde”.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista esta sexta-feira 31.946 casos confirmados de COVID-19, mais 350 do que ontem, ou seja, mais 1.1%.

Por outro lado, verificam-se 529 casos em internamento, dos quais 66 em unidades de Cuidados Intensivos, e 1.383 óbitos relacionados com a infeção provocada pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas registam-se ainda mais 274 casos de recuperação, elevando para 18.911 o número total de recuperados (59.2% do total de infetados).

Neste momento, 34.8% encontram-se em tratamento no domicílio e 1.7% internados (0.2% em Cuidados Intensivos e 1.5% em enfermaria).