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Trabalhadores dos lares são “os grandes vetores” da COVID-19

22/06/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, destacou esta segunda-feira que os lares de idosos continuam a ser um dos focos da atenção das autoridades de saúde e que a COVID-19 entra nestas instituições sobretudo através dos profissionais que lá trabalham.

Questionada sobre o impacto da retoma das visitas nos lares de idosos, a especialista em saúde pública explicou que “nos focos dos lares, são os profissionais os grandes vetores da doença”, já que os idosos estão confinados nos lares e para entrar é preciso ter um teste negativo e ficar 14 dias em isolamento.

Lembrando que os utentes são pessoas “muito vulneráveis”, Graça Freitas deixou um apelo aos profissionais: “Alguns desses profissionais têm emprego em mais do que uma instituição e, de facto, muito mais do que as visitas, que têm tempo muito limitado e regras muito específicas, são os profissionais o grande vetor de entrada”.

A Diretora-Geral da Saúde sublinhou ainda que as visitas são suspensas assim que aparece um caso positivo de COVID-19.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal contabiliza 39.392 casos confirmados de COVID-19, mais 259 do que ontem, o que corresponde a um aumento de 0.7%.

Nas últimas 24 horas, foram dadas como recuperadas da COVID-19 mais 172 pessoas, pelo que o país regista agora 25.548 casos de recuperação, que correspondem a 64.9% do total de infetados.

Do total de 12.310 casos ativos de doença, 96.6% encontram-se a recuperar no domicílio e 3.4% estão internados, dos quais 0.5% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.9% em enfermaria.

A última atualização indica que o país regista 1.534 óbitos relacionados com a pandemia, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 3.9%, que sobe para 16.8% na população com mais de 70 anos.