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Testes serológicos não são testes de diagnóstico, alerta INSA

04/06/2020
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“Fazer um teste serológico, se é para deteção de anticorpos, garantidamente que não é um teste de diagnóstico”, alertou esta quarta-feira o presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19.

O responsável lembrou que “há riscos” inerentes à sua utilização: “As pessoas que o fazem devem, de forma definitiva, perceber que não é um teste de diagnóstico. Pelo facto de ser negativo, não lhes confere imunidade nem a garantia de que não são nem transmissores ou que não têm COVID”.

Neste momento, adiantou, há dificuldades em perceber a fiabilidade destes testes, nomeadamente no que diz respeito à sua sensibilidade. Existe, por isso, a probabilidade de haver falsos negativos e falsos positivos (estes últimos numa percentagem pouco elevada).

“O que preocupa são os falsos negativos, porque as pessoas ficam com a confiança de que não são portadoras ou não estão a transmitir, mas poderão estar a transmitir”, esclareceu.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal regista esta quinta-feira 33.592 casos confirmados de COVID-19, mais 331 do que no dia de ontem, o que corresponde a um aumento de 1%.

Por outro lado, nas últimas 24 horas registaram-se mais 244 pessoas recuperadas da COVID-19, o que eleva para 20.323 os casos de pessoas curadas, ou seja, o equivalente a 60.5% do total de infetados.

Segundo a última atualização, verificam-se 445 casos em internamento, dos quais 58 em unidades de Cuidados Intensivos, e 1.455 óbitos.

A taxa de letalidade global é de 4.3% e sobe para os 17.3% na população acima dos 70 anos. Dos casos ativos, 96.2% estão a recuperar no domicílio e 3.8% em internamento, sendo que 0.5% estão em unidades de Cuidados Intensivos e 3.3% em enfermaria.