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Testes serológicos devem ser usados com parcimónia

08/06/2020
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O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse esta segunda-feira que os testes serológicos “devem ser usados com parcimónia e em condições controladas”. Feitos de uma forma individualizada, estes testes podem “dar à pessoa uma falsa sensação de segurança – e isso é tudo o que não queremos”.

Lacerda Sales respondia aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, onde foi questionado sobre um alerta do Infarmed para os riscos da utilização generalizada destes testes.

Para o governante, a posição tomada pelo Infarmed “parece a posição correta”. Os testes serológicos, prosseguiu, “devem ser feitos de forma organizada e não de uma forma aleatória”, porque “o importante é ver em termos de grupo e de comunidade qual é o grau de imunização”.

A importância deste tipo de testes é, segundo o responsável, “em termos de saúde pública” – e “é muito alta”. Contudo, advertiu, quando são “feitos de uma forma individual é relativamente baixa”.

Sobre os testes de diagnóstico, adiantou que desde o dia 1 de março Portugal já realizou mais de 936.000 testes de diagnóstico à COVID-19. Na última semana, sublinhou, a média foi de 13.100 testes por dia.

Do total de testes realizados até à data, 45% foram processados nos laboratórios públicos, 39,2% nos privados e 15.8% em outros laboratórios que envolvem a academia e o laboratório do exército.

“Tem sido um longo caminho desde o primeiro caso de COVID-19 em Portugal. Temos vencido coletivamente os nossos medos. Certamente não nos vamos deixar derrotar por excessos de confiança”, afirmou o governante.

Questionado sobre os comícios e manifestações, o Secretário de Estado reforçou que “o que é importante é que tudo aquilo que aconteça seja feito de acordo com o que são as regras e diretrizes da DGS e com a regras sanitárias avaliadas”.

“É importante continuar a fazer o apelo para que sempre que haja aglomerados de pessoas isto seja feito com regra, organização”, disse, lembrando que “não estamos em estado de emergência, portanto a consciência cívica e social das pessoas impera”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde DGS), Portugal regista esta segunda-feira mais 192 casos confirmados de COVID-19, ou seja, mais 0.6%, o que eleva para 34.885 o número total de casos de doença. O crescimento é inferior ao dos últimos dias, mas o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, pediu cautela na apreciação dos números, porque é normal existirem menos notificações durante o fim de semana.

Por outro lado, registaram-se mais 161 casos de recuperação nas últimas 24 horas, pelo que o país contabiliza agora 21.156 pessoas curadas da infeção provocada pelo novo coronavírus, ou seja, 60.6% dos casos confirmados.

Do total de 12.244 casos ativos identificados neste momento, 97% encontram-se a recuperar no domicílio, enquanto 3% estão internados, dos quais 0.5% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.5% em enfermarias.

O país contabiliza 1.485 óbitos relacionados com a COVID-19, sendo que a taxa de letalidade mantém-se nos 4.3%, subindo para os 17.5% na população com mais de 70 anos.