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Testes feitos de acordo com a estratificação do risco

24/05/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou hoje que o plano para fazer testes de diagnóstico à COVID-19 em Portugal é definido “de acordo com uma estratificação do risco”. “Não é testar maciçamente. É testar em função de determinadas caraterísticas, de determinada avaliação do risco”, referiu, na conferência de imprensa de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

“Portugal é dos países que mais tem recorrido aos testes”, lembrou a responsável, destacando que “o teste é uma fotografia tirada na altura que permite identificar alguém que esteja positivo, mas não temos nenhuma garantia que os negativos não venham a estar positivos no dia seguinte” ou até mesmo “passado umas horas”.

Graça Freitas respondia a uma pergunta sobre o surto de COVID-19 na Azambuja, descartando a possibilidade de testar de forma generalizada.

“As situações são sempre avaliadas em função do risco que existe, da estratificação desse risco e são testadas as pessoas nas quais se espera que existam casos positivos”, afirmou, sublinhando a necessidade de os testes não darem “uma falsa sensação de segurança”. Por isso, alertou, após o teste é necessário manter todas as outras medidas de proteção contra a COVID-19.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal tem 30.623 casos confirmados de COVID-19, mais 152 do que no dia de ontem.

O país contabiliza atualmente 17.549 casos de recuperação da infeção provocada pelo novo coronavírus e 1.316 óbitos relacionados com a infeção.