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Testagem reforçada em Lisboa. Resto do país a ser acompanhado

04/06/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta quarta-feira que “foi definido um plano para rastrear a região de Lisboa e Vale do Tejo, que é aquela que neste momento apresenta uma situação epidemiológica mais ativa em relação ao resto do país”, mas as autoridades de saúde estão “a acompanhar o resto do país, que está estável”.

Na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, disse que o foco está “nas empresas da região de lisboa e nas situações concretas da região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo” , onde as pessoas estão a ser testadas “de acordo com a estratificação do risco”.

O objetivo é “perceber o que se está a passar em Lisboa, detetar positivos, retirá-los, isolá-los e minimizar as cadeias de transmissão”, mas, garantiu, “o resto do país está a ser acompanhado”. Não estão a ser equacionados rastreios em empresas de outras regiões, mas “se houver necessidade serão feitos”.

O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, contou que “até à meia-noite de ontem [quarta-feira] foram feitas cerca de 9.000 colheitas de amostras biológicas nestas empresas”, estando previstas cerca de 5.000 colheitas para hoje.

No dia 2 de junho, adiantou, cerca de metade dos testes de diagnóstico à COVID-19 foram realizados na região de Lisboa e Vale do Tejo, 28% no Norte, 14% no Centro, 4% no Alentejo e no Algarve 2%.

Questionada sobre as visitas nos hospitais, a Diretora-Geral da Saúde explicou que a permissão de visitas a doentes internados, proibidas devido à COVID-19, será “um processo sequencial”, sendo necessário “esperar mais uns dias” para avaliar a evolução dos casos na região de Lisboa.

“Vamos esperar mais uns dias para ver como evolui a situação em Lisboa, se a situação em Lisboa vai ter ou não reflexos no resto do país, por esta mobilidade de pessoas que já se viu, e depois obviamente serão emitidas orientações para permitir visitas a doentes internados”, disse.

Sobre o comportamento de adeptos de futebol, a especialista em saúde pública apelou à “responsabilização das pessoas para não se exporem ao risco nem transmitirem a doença a outras pessoas”, seja no futebol ou em outros aglomerados que vão além do que está previsto na lei.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal regista esta quinta-feira 33.592 casos confirmados de COVID-19, mais 331 do que no dia de ontem, o que corresponde a um aumento de 1%.

Por outro lado, nas últimas 24 horas registaram-se mais 244 pessoas recuperadas da COVID-19, o que eleva para 20.323 os casos de pessoas curadas, ou seja, 60.5% do total de infetados.

Segundo a última atualização, verificam-se 445 casos em internamento, dos quais 58 em unidades de Cuidados Intensivos, e 1.455 óbitos.

A taxa de letalidade global é de 4.3% e sobe para os 17.3% na população acima dos 70 anos. Dos casos ativos, 96.2% estão a recuperar no domicílio e 3.8% em internamento, sendo que 0.5% estão em unidades de Cuidados Intensivos e 3.3% em enfermaria.