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Taxa de positivos em empresas da região de Lisboa e Vale do Tejo ronda os 4.5%

09/06/2020
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Dos cerca de 14.000 testes de diagnóstico à COVID-19 feitos aos trabalhadores de empresas da região de Lisboa e Vale do Tejo, cerca de 4.5% tiveram um resultado positivo, de acordo com a informação apresentada esta terça-feira pelo Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

Dos 421 novos casos identificados nas últimas 24 horas, “mais de 90% dos novos casos (383) são na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), onde estão concentrados os esforços e onde foram feitos rastreios massivos a funcionários de empresas com risco associado”.

Ainda não são conhecidos os resultados de todos os testes de rastreios, adiantou o governante, mas os “dados preliminares mostram uma taxa de positivos de 4.5% do total de efetuados”. Até à data, especificou, foram processadas 12.225 amostras com 555 positivos.

“Foi, portanto, uma medida de saúde pública acertada, que permitiu identificar casos, muitos dos quais assintomáticos, isolar pessoas e, esperamos, quebrar cadeias de transmissão”.

A estratégia de testagem massiva incidiu no setor da construção civil e no trabalho temporário. “Agora as medidas dirigem-se para o seguimento destes casos”, destacou Lacerda Sales, acrescentando que, embora seja essa a nova abordagem, as autoridades de saúde vão continuar “à procura de novos casos, principalmente de onde poderão vir a surgir novos surtos”.

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que a situação em LVT é “mista”, com focos, focos mais pequenos em unidades familiares, e casos dispersos”.

Questionada sobre o surto da Azambuja, adiantou que “está em resolução”. Nesta zona, lembrou, a maior parte dos infetados é “população jovem, saudável e com doença muito ligeira, que tende a recuperar rapidamente”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista esta terça-feira 35.306 casos confirmados de COVID-19, o que representa mais 421 do que no dia de ontem, ou seja, mais 1.2%.

Por outro lado, verificam-se mais 183 casos de recuperação, o que eleva para 21.339 os casos de pessoas curadas, ou seja, 60.4% do total de casos confirmados.

Do total de 12.475 casos ativos de COVID-19 que se registam neste momento, 96.8% encontram-se a recuperar no domicílio, enquanto 3.2% estão internados, dos quais 0.5% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.6% em enfermaria.

Com um acumulado de 1.492 óbitos, a taxa de letalidade global situa-se nos 4.2%, subindo para 17.4% na população com mais de 70 anos.