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Superfícies e objetos continuam a ser considerados fontes indiretas de transmissão

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“Até haver evidência científica mais sólida do que temos agora, as superfícies e objetos podem indiretamente ser considerados como potencial fonte de transmissão da doença”, alertou esta quarta-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Apesar de haver uma indicação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a transmissão através das superfícies poderá não ser tão intensa como julgávamos, não temos a certeza absoluta disto, advertiu, destacando que “uma das coisas que caracteriza esta pandemia é o grau de incerteza”.

A essa incerteza deve seguir-se um “grau de humildade e precaução”. A própria OMS “continua a recomendar fortemente a higienização de superfícies e de objetos para minimizar o risco de contágio”.

É por isso, explicou Graça Freitas, que a orientação para transportes públicos (publicada hoje) continua a dar muita ênfase à desinfeção das superfícies.

Estes transportes “têm indicações muito precisas sobre higienização das superfícies onde as pessoas possam tocar e as pessoas têm obrigação de tocar o mínimo possível nessas superfícies”, frisou a Diretora-Geral da Saúde.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal tem 29.660 casos confirmados de COVID-19, o que representa mais 228 do que no dia de ontem, ou seja, um crescimento de 0.8%.

A última atualização do relatório indica que existem 6.452 casos de recuperação (mais 21) e 1263 óbitos. Por outro lado, verificam-se 609 casos em internamento, dos quais 93 em unidades de Cuidados Intensivos, menos 8 do que na terça-feira.

A taxa de letalidade global situa-se nos 4.3% e acima dos 70 anos é de 16.1%. Do total de casos confirmados, 71.9% encontram-se a recuperar no domicílio, enquanto 2.1% estão em internamento hospitalar, dos quais 0.3% em unidades de Cuidados Intensivos e 1.8% em enfermaria geral.