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Subdiretor-Geral da Saúde apela ao isolamento social na Páscoa

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Diogo Cruz, Subdiretor-Geral da Saúde, pediu esta terça-feira “prudência” na interpretação dos números que têm sido revelados sobre a COVID-19 e apelou aos portugueses que mantenham as medidas de contenção no período da Páscoa, para que possamos sair da situação em que estamos “o mais cedo possível”.

“Apesar de estarmos contentes porque os número estão mais baixos do que já foram, queríamos solicitar alguma prudência na interpretação destes números. Ainda estamos numa fase de importante luta contra esta pandemia, não sabemos o que vai ser o dia de amanhã”, disse Diogo Cruz na conferência de imprensa de atualização dos dados sobre a COVID-19.

Lembrando que estamos prestes a entrar no período da Páscoa, o Subdiretor-Geral da Saúde solicitou à população que mantivesse as medidas “de isolamento social, de restrição, de contenção no seu domicílio” que tem tido até agora. “Sabemos da dificuldade que isto é, especialmente nesta fase em que tradicionalmente gostamos de juntar-nos com a família, mas pedíamos a todos que não abrandassem os esforços feitos até agora para que mantenhamos uma evolução favorável”, sublinhou.

Tal como Diogo Cruz, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, lamentou a morte da Subdiretora-Geral da Saúde, Catarina Sena: “Numa altura de perdas, a Direção-Geral da Saúde vive uma particularmente difícil ao ver partir prematuramente a Doutora Catarina Serra. Uma perda que todos lamentamos”.

No Dia Mundial da Saúde, que se assinala esta terça-feira, o governante diz que esta data “é um marco na luta das nossas vidas”, com o mundo a enfrentar “a maior pandemia dos últimos 100 anos”. António Sales aproveitou para prestar homenagem “a todos os profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, assistentes operacionais – que estão na linha da frente de um combate que é de todos nós”.

Lembrando que os conselhos de administração dos hospitais têm autonomia para fazer contratação direta no âmbito da pandemia, o Secretário de Estado da Saúde adiantou que foram feitos “mais de 1400 contratos com profissionais de saúde de todas as áreas para o combate a este vírus”.

A Linha SNS 24, que continua a ser a porta de entrada no SNS, está neste momento com tempos de espera que rondam os três minutos, o que revela as melhorias que têm sido feitas. Por outro lado, destacou, o mesmo serviço prestou apoio psicológico a 262 pessoas, algumas das quais profissionais de saúde.

De acordo com o último boletim epidemiológico da DGS, Portugal regista 12.442 casos confirmados de COVID-19, mais 712 do que no dia de ontem, o que revela um aumento de 6.1%. Neste momento, há 1.180 pessoas em internamento, das quais 271 em Cuidados Intensivos, 345 óbitos e 184 casos de recuperação.

Entre os infetados, 1.435 são profissionais de saúde (370 enfermeiros, 240 médicos, 825 assistentes técnicos e outros).