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SNS prepara-se para inverno com gripe e COVID-19

15/06/2020

A resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continua a ser melhorada, nomeadamente ao nível dos cuidados intensivos, para aquela que será a “prova do inverno”, em que poderá ter de lidar com gripe e COVID-19, disse esta segunda-feira a Ministra da Saúde.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, Marta Temido admitiu que o “alívio progressivo do confinamento traz consigo um risco de recrudescimento da doença e uma ligeira subida do risco de geração de novos casos”.

Nos cinco dias até 11 de junho, o risco de transmissibilidade da infeção pelo novo coronavírus situava-se abaixo de 1 em todo o país, mas o alívio das medidas poderá fazer com que suba.

“Precisamos de garantir que o risco se mantém controlado”, evitando o mais possível mortes e garantindo que o sistema de saúde mantém capacidade de resposta.

“Por isso estamos a trabalhar não só na instalação dos ventiladores que chegaram ao país, mas também na ampliação das camas de cuidados intensivos, melhorando a capacidade de resposta do serviço de saúde, designadamente para a prova do inverno, em que confluirão gripe e eventualmente COVID, se uma nova vacina não aparecer no mercado daqui até lá”, disse a Ministra da Saúde.

Questionada sobre um eventual retrocesso nas medidas de desconfinamento, a governante assumiu que “se durante vários dias o RT se mantiver acima de 1, se o número de óbitos se voltar a situar em números como aqueles que já tivemos no passado (…), se os serviços hospitalares e os serviços de cuidados de saúde primários começarem a registar uma procura que neste momento não se está a verificar, poderemos pensar em medidas de maior confinamento”, afirmou.

No entanto, ressalvou a responsável, caso seja necessária, essa reposição de medidas de confinamento não será generalista. “Se há algo que já aprendemos com esta pandemia é que não vale a pena estar a aplicar medidas generalistas, quando os focos são muitos específicos e muito concretos. Temos sim que encontrar soluções que atendam a esses casos”, esclareceu.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista mais 346 casos confirmados de COVID-19, ou seja, mais 0.9% do que no dia anterior, o que eleva para 37.036 o número total de infetados.

Por outro lado, verificam-se mais 183 casos de recuperação no país, que contabiliza agora 22.852 pessoas curadas da COVID-19.

Nas últimas 24 horas ocorreram mais três óbitos por COVID-19, pelo que Portugal regista hoje 1.520 mortes relacionadas com a pandemia.