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Saúde e parceiros trabalham na definição de regras para as creches

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou este domingo que nos últimos dias houve um “intensivo contacto” entre a Saúde, que define regras e boas práticas, o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social e os parceiros que estão envolvidos na questão das creches para a definição de regras para a reabertura destes espaços.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19, a especialista em saúde pública explicou que, em conjunto com o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, foi feito “um primeiro documento com um conjunto de boas práticas [para as creches], que foi discutido, através das novas tecnologias, com um grupo de parceiros deste setor”.

No entanto, ressalvou, existe uma questão importante a ter em conta, que é “a capacidade de implementar essas regras”. “Temos que encontrar um ponto de equilíbrio. Ou seja, não podemos prescindir de regras de prevenção e controlo de infeção, de segurança de todos os envolvidos, mas temos que estar atentos à capacidade de implementação”, disse a Diretora-Geral da Saúde.

Quando o equilíbrio for encontrado, adiantou Graça Freitas, será publicada “a regra, a norma ou a orientação”. “Estamos a trabalhar nela intensivamente para encontrarmos de facto um equilíbrio entre saúde e segurança, prevenção e controlo da infeção – que é uma grande preocupação – e exequibilidade”, contou aos jornalistas.

Questionada sobre o futuro do setor do turismo, a responsável referiu que há várias coisas que têm que ser consideradas e uma delas tem a ver com o fluxo de pessoas, “que não se esperando que seja muito grande, tem que ser controlado para que consigam cumprir regras”. Essas regras, prosseguiu, estão relacionadas com a restauração – já há uma orientação para os restaurantes -, com o setor hoteleiro e com as praias.

“Temos que compatibilizar fluxos de pessoas com regras sanitárias ou de segurança que vamos ter que cumprir. Vamos tentar recuperar a nossa atividade normal, mas é uma normalidade diferente, com regras diferentes”, esclareceu, destacando que “isso está a ser visto com muito cuidado” para prevenir novas infeções”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 27.581 casos confirmados de COVID-19, mais 175 casos do que no sábado, o equivalente a um aumento de 0.6%. Dos novos casos, 98 pertencem à região do Norte, 76 à de Lisboa e Vale do Tejo e um à região do Algarve, sendo que nas últimas 24 horas, a região do Centro e do Alentejo não reportaram casos novos.

Segundo a última atualização epidemiológica, Portugal acumula agora 2.449 casos de recuperação e 1.173 óbitos, mais 9 do que no dia anterior (e 8 dos quais em pessoas com mais de 80 anos).

Neste momento, 83.8% dos casos confirmados estão em domicílio e 2.9% em internamento hospitalar (797), dos quais 2.5% em enfermaria geral e 0.4% em unidades de Cuidados Intensivos (112).