Voltar

Resposta em rede do SNS permite dar resposta às necessidades

enfermeiros banner

A Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, explicou esta quarta-feira que “a maior pressão sobre algumas unidades [de saúde] da Grande Lisboa tem sido acomodada pela resposta em rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19, a governante disse que “na resposta à doença, o SNS e a sua rede hospitalar têm vindo a corresponder, acionando sempre que necessário a articulação entre os hospitais da região e permitindo a utilização plena de todas as capacidades, ou seja, funcionando em rede e com sinergias”.

No entanto, ressalvou, “para mantermos bons níveis de resposta, precisamos que ninguém, em nenhum momento, baixe a guarda”.

Jamila Madeira apelou, assim, a que “todos cumpram as regras sanitárias que vêm sendo divulgadas desde o primeiro dia”. “É importante, sobretudo, privilegiar o distanciamento social, a desinfeção frequente das mãos e continuar a usar máscara sempre que possível”, frisou.

A Secretária de Estado defendeu que o Governo tem “procurado as melhores respostas para os problemas que vão surgindo”, agilizando-as “tão rápido quando possível”.

Na declaração inicial, a responsável disse ainda que os desafios não acabaram: “Sabemos que as dificuldades e os desafios continuarão a surgir todos os dias, a todas as horas, pelo menos até que nos seja apresentada uma vacina ou um tratamento eficaz para esta doença”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registam-se mais 293 casos de recuperação, o que significa um aumento de 1.7% em relação ao dia de ontem.

Por outro lado, verificam-se mais 313 casos confirmados de COVID-19 (dos quais 70% na região de Lisboa e Vale do Tejo), ou seja, mais 0.7%, o que eleva para 42.454 o número total de infetados pelo novo coronavírus.

Do total de casos ativos, 96.2% encontram-se a recuperar no domicílio, 3.2% estão internados em enfermaria e 0.6% em unidades de Cuidados Intensivos.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais três óbitos, pelo que o país contabiliza agora 1.579 mortes relacionadas com a pandemia. Com este número, Portugal tem uma taxa de letalidade global de 3.7%, que sobe para os 16.3% na população com mais de 70 anos.