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Remdesivir já foi administrado a doentes em estado grave em Portugal

09/06/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta terça-feira que o fármaco Remdesivir “já foi utilizado em Portugal” em pessoas internadas em estado grave com COVID-19.

A especialista em saúde pública falava aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, onde foi questionada sobre a avaliação que está a ser feita pela Agência Europeia do Medicamento para aprovação deste fármaco antiviral.

Em Portugal, explicou, o Remdesivir foi administrado no âmbito de uma “utilização compassiva”. “É pedida uma autorização especial e o medicamento é utilizado em circunstâncias excecionais em que a gravidade clínica do doente justifica a sua utilização”.

Relativamente ao estudo que indica que pode ser “raro” um doente assintomático transmitir a COVID-19, Graça Freitas disse que “temos que olhar com alguma cautela para os estudos que vão saindo”.

Contudo, admitiu, esta conclusão parece estar em linha com aquilo que vem sendo estudado: “As pessoas assintomáticas terão uma menor carga viral, terão eventualmente menos vírus, portanto terão menos capacidade de transmitir a outros”.

Se esta indicação vier a confirmar-se, “será obviamente uma boa notícia”, porque isso iria aliviar “a necessidade de fazer testes”, uma vez que os testes de rastreio servem sobretudo para detetar pessoas positivas assintomáticas. No entanto, ressalvou a Diretora-Geral da Saúde, temos de “esperar por mais estudos”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista esta terça-feira 35.306 casos confirmados de COVID-19, o que representa mais 421 do que no dia de ontem, ou seja, mais 1.2%.

Por outro lado, verificam-se mais 183 casos de recuperação, o que eleva para 21.339 os casos de pessoas curadas, ou seja, 60.4% do total de casos confirmados.

Do total de 12.475 casos ativos de COVID-19 que se registam neste momento, 96.8% encontram-se a recuperar no domicílio, enquanto 3.2% estão internados, dos quais 0.5% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.6% em enfermaria.

Com um acumulado de 1.492 óbitos, a taxa de letalidade global situa-se nos 4.2%, subindo para 17.4% na população com mais de 70 anos.