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Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 | Relatório nº 5 - 30/04/2021

30/04/2021
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A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgaram esta sexta-feira o relatório n.º 5 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19, que inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (Rt), nacionais e por região de saúde.

Do presente relatório, destacam-se os seguintes pontos:

  • O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 68 novos casos, com tendência estável a nível nacional.
  • A incidência mais elevada observou-se no grupo etário dos 10 aos 20 anos (105 casos por 100 000 habitantes), enquanto a incidência mais baixa se observou no grupo etário com 80 anos ou mais (31 casos por 100 000 habitantes), o que reflete um risco de infeção neste grupo muito inferior ao risco da população em geral.
  • O valor do Rt apresenta valores inferiores ou iguais a 1 a nível nacional (0,98) e nas várias regiões de saúde do continente.
  • Considerando o valor de Rt médio dos últimos 5 dias, que indica uma tendência decrescente, poderá atingir-se a incidência de 60 casos por 100 000 habitantes no prazo de 15 a 30 dias.
  • O número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revela atualmente uma tendência ligeiramente decrescente, encontrando-se abaixo do valor crítico definido (245 camas ocupadas).
  • A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,0%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%. Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos 7 dias.
  • A proporção de casos confirmados notificados com atraso mantém a tendência decrescente.
  • Nos últimos 7 dias, 98% os casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 81% dos seus contactos.
  • Com base na sequenciação genómica de amostras recolhidas em abril (ainda em curso), estima-se que a prevalência de casos da variante B.1.1.7 (associada ao Reino Unido) seja de 90%.
  • Foram identificados por confirmação laboratorial, até à presente data, 68 casos da variante B.1.351 (associada à África do Sul) e 85 casos da variante P.1 (associada a Manaus, Brasil), a maioria sem ligação epidemiológica estabelecida, o que suporta a existência de transmissão comunitária ativa desta variante.
  • Foram identificados também, pela primeira vez em Portugal, 6 casos associados à variante indiana (linhagem B.1.617), sendo que, os dados genéticos sugerem a existência de várias introduções distintas no país.
  • A análise global dos diversos indicadores sugere uma situação epidemiológica com transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde. A incidência mais baixa foi observada no grupo etário com 80 anos (31 casos por 100 000 habitantes), o que reflete um risco de infeção, neste grupo etário, muito inferior ao risco da população em geral.

Consulte o Relatório nº 5.