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Relatório de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19 – 23/04/2021

23/04/2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgaram esta sexta-feira o relatório n.º 4 de monitorização das linhas vermelhas para a COVID-19, que inclui os diversos indicadores descritos no documento das Linhas Vermelhas, nomeadamente a incidência a 14 dias e o índice de transmissibilidade (Rt), nacionais e por região de saúde.

Do presente relatório, destacam-se os seguintes pontos:

  1. O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 74 novos casos, com tendência estável a nível nacional.
  1. A incidência mais elevada observou-se no grupo etário 30 a 35 (122 casos por 100 000 habitantes), enquanto a incidência mais baixa se observou no grupo etário com 85 anos (36 casos por 100 000 habitantes), o que reflete um risco de infeção muito inferior ao risco da população em geral.
  1. O valor do Rt apresenta valores inferiores a 1 a nível nacional (0,98) e nas várias regiões de saúde do continente, com exceção da região do Norte (1,07).
  1. Considerando o valor de Rt médio dos últimos 5 dias, que indica uma tendência decrescente, poderá atingir-se a incidência de 60 casos por 100 000 habitantes no prazo de um a dois meses.
  1. O número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revela atualmente uma tendência ligeiramente decrescente a estável, encontrando-se abaixo do valor crítico definido (245 camas ocupadas).
  1. A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 1,3%, valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%. Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos 7 dias.
  1. A proporção de casos confirmados notificados com atraso mantém a tendência decrescente.
  1. Nos últimos 7 dias, todos os casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 89,3% dos seus contactos.
  1. Com base na sequenciação genómica de amostras recolhidas em março, estima-se que a prevalência de casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 em Portugal da variante B.1.1.7 (associada ao Reino Unido) seja, naquele período, de 82,9%. Os dados de sequenciação relativos a abril serão disponibilizados dentro de dias.
  1. Foram identificados 54 casos da variante B.1.351 (associada à África do Sul), cuja prevalência estimada em março, com base na sequenciação, foi de 2,5%.
  1. Foram confirmados 29 casos da variante P.1 (associada a Manaus, Brasil), cuja prevalência estimada em março foi de 0,4%.
  1. A análise global dos diversos indicadores sugere uma situação epidemiológica com transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde. a incidência mais baixa foi observada no grupo etário com 85 anos (36 casos por 100 000 habitantes), o que reflete um risco de infeção muito inferior ao risco da população em geral.

Consulte o relatório aqui.