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Regresso à normalidade irá implicar novas rotinas

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, alertou esta sexta-feira que, quando o país retomar a atividade profissional e escolar, terá que o fazer “com outras rotinas, com outras práticas no nosso dia a dia, que têm como objetivo prevenir a infeção” pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Entre essas práticas destacam-se a higiene das mãos, o isolamento social, as medidas de etiqueta respiratória e a limpeza de superfícies, pois sabe-se atualmente que o vírus sobrevive durante horas e até dias em superfícies.

É nesse contexto, explicou, que “surge a indicação, como mais uma medida barreira, que as pessoas possam usar máscaras”, designadas máscaras sociais ou comunitárias.

Na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19, a Diretora-Geral da Saúde afirmou que este é o conjunto de medidas que “está a ser preconizado pelos países para nos permitir sair da fase de confinamento e isolamento domiciliário”.

Quando retomarmos a nossa atividade profissional e escolar, prosseguiu, “tudo isto terá que ser feito, ainda com muitos cuidados, com muitas alterações ao que era a nossa rotina antes do aparecimento deste novo vírus e da doença que ele originou”.

Questionada sobre os países que vão retomar alguma normalidade com o uso obrigatório de máscaras, Graça Freitas sublinhou que estas são “medidas de prevenção da infeção e de prevenção do contágio, quer entre pessoas quer de superfícies para pessoas”, que cada país adapta à sua realidade.

Daqui para a frente, explicou a Diretora-Geral da Saúde, os portugueses terão que aprender a viver com três movimentos, entre os quais o do vírus, “que tem vida própria. É como se fosse uma mola, tende a expandir-se”.

O outro, esclareceu, corresponde às medidas de saúde pública ou coletivas referidas anteriormente – e “os 10 milhões de pessoas em Portugal têm de fazer parte deste movimento”.

O terceiro movimento diz respeito ao sistema de saúde, que tem que continuar a “identificar precocemente os casos, detetar esses casos, isolá-los, contê-los, fazer cada vez melhor vigilância epidemiológica para encontrar os contactos próximos”.

“Temos que ser muito disciplinados, coesos, organizados” para reduzir os efeitos negativos da pandemia em Portugal, frisou.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela DGS, Portugal regista 19.022 infetados (mais 181) e 657 mortos associados à COVID-19, mais 28.