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Rede de laboratórios continua a aumentar

28/05/2020
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Portugal conta atualmente com 89 laboratórios onde é possível fazer testes de diagnóstico à COVID-19, dos quais 38 na rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS), 26 em instituições privadas e 25 noutras instituições, nomeadamente na academia e no laboratório militar.

“Continua a crescer a rede de laboratórios que processam amostras”, disse esta quarta-feira o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Segundo o governante, já foram feitos mais de 363.000 testes de diagnóstico só no mês de maio. “Mais de 45% dos testes de despiste da COVID-19 foram feitos em maio. Trata-se já do mês em que foram feitos mais testes desde o início da pandemia em Portugal”, destacou o responsável.

Questionada sobre as diferenças entre os surtos que ocorreram no Norte e aqueles que estão a aparecer na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a Diretora-Geral da Saúde assumiu que são situações distintas, que refletem “momentos diferentes da epidemia e realidades diferentes”.

A zona Norte foi atingida mais precocemente, lembrou, com casos importados que deram origem a cadeias de transmissão. Um padrão diferente também no que diz respeito às idades, já que existiam muitos casos em pessoas idosas.

Em LVT, a população infetada é mais jovem e tende a contrair a infeção em contexto laboral. São, sobretudo, pessoas com condições socioeconómicas mais desfavorecidas, trabalhadores precários e populações migrantes.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista esta quinta-feira 31.596 casos confirmados de COVID-19, mais 304 do que no dia de ontem, o que representa um crescimento de 1%.

A última atualização aponta para 512 casos em internamento, dos quais 65 em unidades de Cuidados Intensivos (menos um do que na quarta-feira), e 1369 óbitos.

Do total de infetados, 35.1% encontram-se a recuperar no domicílio e 1.6% internados (0.2% em unidades de Cuidados Intensivos e 1.4% em enfermaria).