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Recolhidas mais de 2.000 amostras em empresas da região de Lisboa e Vale do Tejo

02/06/2020
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O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse esta terça-feira que entre sábado e segunda-feira foram recolhidas cerca de 2.000 amostras para análise à COVID-19 em empresas da região de Lisboa e Vale do Tejo.

“Durante o dia de ontem foram colhidas 945 amostras provenientes de rastreios em empresas, estando o seu processamento em curso”, referiu o governante, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia da COVID-19.

A grande maioria dos novos casos situa-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, pelo que é aí que se centram “as maiores atenções e preocupações”. “Seguimos a estratégia de identificar, testar e isolar muito rapidamente. O INEM tem um plano de testagem em curso em várias dezenas de empresas situadas na grande Lisboa, a maioria na zona da Azambuja, tendo sido colhidas amostras em algumas dessas empresas”, explicou.

Até ao final da semana, “prevê-se estender estes rastreios a outras empresas, sob orientação das autoridades de saúde e da ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho]”, cabendo depois do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) o processamento das amostras em articulação com hospitais da região.

O governante lembrou que muitas das medidas tomadas agora para conter estes surtos só terão impacto daqui a duas semanas. “Temos de ser resilientes e manter o foco”, destacou, apelando à “responsabilidade individual”, que “é tão ou mais determinante do que na fase do confinamento”.

No que diz respeito aos lares do universo de Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI), Lacerda Sales referiu que existem 293 (11.6% do total) com casos ativos de COVID-19, menos 4 do que na última atualização, o que é um indicador de “esperança”.

Também presente na conferência de imprensa, o presidente do INEM, Luís Meira, disse que está a ser feito “um esforço grande para garantir o máximo de testes possível, dentro das orientações do governo para testar sobretudo trabalhadores de empresas do setor da construção civil e trabalhadores de empresas de trabalho temporário”. Este é um processo “muito complexo” do ponto de vista de organização e de logística, pois envolve várias entidades.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 32.895 casos confirmados de COVID-19, mais 195 do que ontem, o que corresponde a um aumento de 0.6%.

Nas últimas 24 registaram-se mais 317 casos de recuperação, elevando para 19.869 o número total de recuperados (60.4% do total de infetados), e mais 12 óbitos, pelo que o país contabiliza agora 1.436 mortes relacionadas com a COVID-19.

Por outro lado, verificam-se 432 pessoas em internamento hospitalar, das quais 58 em unidades de Cuidados Intensivos, menos 6 do que no dia de ontem.

A taxa de letalidade situa-se nos 4.4% para a população em geral e nos 17.3% nas faixas etárias acima dos 70 anos.