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Quase 90% dos doentes estão no domicílio

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Dos 4.268 casos confirmados de COVID-19 em Portugal, 89% encontram-se no domicílio, adiantou esta sexta-feira o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização dos dados sobre a pandemia. De acordo com o último boletim epidemiológico, o País contabiliza 354 casos em internamento, dos quais 71 em Cuidados Intensivos, 76 mortes associadas à infeção pelo novo coronavírus e 43 pessoas recuperadas.

Nesta fase da pandemia, frisou António Lacerda Sales, “a nossa maior arma continua a ser o isolamento social”. “Este não é tempo de complacência, é tempo de resiliência, de resistência, de não nos deixarmos vencer pela ansiedade e pelo medo”, afirmou, destacando que os idosos são a população mais exposta à letalidade deste vírus e, por isso, têm de ser protegidos. “Quanto mais diminuirmos os focos de infeção, mais estamos a proteger esta população mais vulnerável”.

A Diretora-Geral da Saúde reforçou a necessidade de prevenção, que começa com as medidas individuais, como o distanciamento social, e se estende aos parceiros do setor social e privado. “A sociedade tem que se organizar para evitar o contacto entre pessoas”, disse Graça Freitas.

Nos lares de idosos, sugeriu a Diretora-Geral, uma medida preventiva pode ser “desdobrar a população do lar em duas instituições”, antes de aparecer um caso. “Isso faz com que dentro daquele lar a densidade de pessoas seja diferente, o que permite um maior distanciamento social”, explicou. Graça Freitas lembrou que “qualquer doente ligeiro a moderado não deve ser levado para um hospital”, a não ser que haja um agravamento do seu estado de saúde.

Relativamente à curva da doença, a Diretora-Geral disse que “há uma tendência para termos retardado um bocadinho a velocidade com que está a subir e, com isso, o pico vai diferindo no tempo”. De acordo com as previsões existentes no momento, “não será antes do mês de maio”. Contudo, ressalvou, “não será mesmo um pico, mas um planalto”, que poderá prolongar-se durante dias ou semanas.

António Sales lembrou que os 4500 médicos que responderam ao apelo para reforçar o SNS vão permitir que haja um “maior equilíbrio entre os períodos de trabalho e de descanso. Ainda sobre o reforço de meios, o Secretário de Estado da Saúde adiantou também que chegaram hoje 4.6 milhões de máscaras cirúrgicas, estando prevista a aquisição de outros equipamentos de proteção. E o mesmo se passa em relação ao reforço dos ventiladores, que deverão começar a chegar na próxima semana.

Questionado sobre a saúde mental dos portugueses, António Sales reconheceu que “é natural que vão aumentando as situações de depressão, ansiedade e medo”. Por isso, referiu, já foram ativados planos no Norte e no Alentejo, estando prevista a sua extensão às restantes zonas do país. Além disso, relembrou, “a linha SNS24 também tem componente de apoio psicossocial”.