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Prioridade do país no combate à pandemia foi “proteger vidas”

06/07/2020
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O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse esta segunda-feira que a prioridade de Portugal no combate à pandemia da COVID-19 foi “proteger vidas”, defender “os mais vulneráveis”.

“Para além de registarmos menos óbitos, tivemos uma menor pressão nos serviços de saúde e testámos mais do que a maioria dos países da Europa”, disse o governante, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

Lembrando o longo caminho de combate à COVID-19 já percorrido, o responsável disse que Portugal nunca negou, “como a generalidade dos países, que não estava preparado para uma epidemia desta escala, com estas caraterísticas, da qual mais de seis meses depois do primeiro caso de Whuan, ainda há muito para descobrir”.

Na defesa dos mais vulneráveis, frisou, foram usadas as ferramentas disponíveis e robustecido o sistema. A plataforma Trace COVID, adiantou, tem hoje 73.867 profissionais de saúde inscritos e mais de 700.000 utentes inseridos, estando neste momento mais de 16.000 pessoas em vigilância clínica.

Lacerda Sales referiu também que é necessária “uma melhor integração de plataformas, nomeadamente o Sinave Lab, o Sinave Med e o Trace COVID, para termos uma radiografia mais fina da situação”.

Relativamente aos testes de diagnóstico à COVDI-19, Portugal tem 94 laboratórios a processar amostras, tendo já realizado mais de 1.3 milhões de testes desde o início da pandemia.

Também presente na conferência de imprensa, Fernando Almeida, presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), destacou que “somos dos países a nível europeu que mais testamos neste momento”. “Não é fácil, muitas vezes, fazer os testes e dá-los imediatamente. Não são testes rápidos”, assumiu, destacando que muitos testes não são processados no local onde são recolhidos. “Isso não proporciona um risco, porque a pessoa que o fez […] à partida já está obviamente confinada”, frisou.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista esta segunda-feira 44.129 casos confirmados de COVID-19, mais 232 do que no dia de ontem, o que corresponde a um aumento de 0.5%. Do total de novos casos, 84.1% (195) situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Por outro lado, verificam-se mais 149 casos de recuperação da COVID-19 no país, o que eleva para 29.166 o número total de recuperados, o que representa 66.1% do total de casos confirmados até à data.

Dos 13.343 casos ativos que se registam atualmente, 96.2% encontram-se a recuperar no domicílio e 3.8% em internamento hospitalar (dos quais 0.5% em unidades de Cuidados Intensivos).

Com um total de 1.620 óbitos relacionados com a pandemia da COVID-19, o país apresenta uma taxa de letalidade global de 3.7%.