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Primeiros casos em Portugal com variante genética vinda de Itália

28/09/2020
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O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, adiantou esta segunda-feira que “o arranque da epidemia de COVID-19 em Portugal foi marcado pela disseminação massiva de uma variante do vírus SARS-CoV-2” com origem em Itália.

Segundo o governante, esta variante é caraterizada por uma mutação específica no seu principal antigénio e causou, pelo menos, 3.800 infeções em Portugal, especialmente no Norte do país.

Estas são algumas das conclusões mais recentes do estudo da diversidade genética do novo coronavírus em Portugal, coordenado pelo Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA), e apresentadas por Lacerda Sales na conferência de imprensa de atualização dos dados da COVID-19.

Também presente na conferência de imprensa, João Paulo Gomes, coordenador deste estudo, explicou que este é o primeiro grande resultado da investigação, cujos resultados finais deverão ser apresentados dentro de duas a três semanas.

“Podemos constatar que o arranque da pandemia começou com a introdução de uma variante genética vinda da região da Lombardia, que terá entrado em Portugal por volta do dia 20 de fevereiro […] e que se terá disseminado de uma forma não passível de ser detetada pelas autoridades de saúde pública durante eventualmente 10 dias”, referiu o responsável.

Esta situação, prosseguiu, terá originado várias cadeias de transmissão. “Um em cada quatro casos de COVID-19 em Portugal por volta do dia 9 de abril terão sido causados por esta variante genética muito específica”, acrescentou.

Apesar de se ter espalhado rapidamente na região Norte e Centro, João Paulo Gomes disse que “foram muito raros os casos em que essa variante foi encontrada na região de Lisboa e Vale do Tejo”.