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Portugal tem curva epidémica controlada, mas medidas são para manter

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“Portugal conseguiu ter uma curva epidémica controlada e ter capacidade de o sistema de saúde dar resposta aos cidadãos que precisam”, destacou esta sexta-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, advertindo, no entanto, que existe um conjunto de medidas que têm de ser mantidas após no final do estado de emergência. “Se não o continuarmos a fazer, a nossa curva vai subir”, alertou, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Lembrando que “a subida rápida que podíamos ter tido no início com consequências muito dramáticas para a população” não aconteceu, a especialista em saúde pública explicou que “a nossa curva mantém-se em níveis controlados, mas não são níveis zero, nem tendem para zero”, ressalvou.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela DGS, Portugal tem 22.797 casos confirmados de COVID-19, mais 444 do que na quinta-feira, o que corresponde a um aumento de 2%.

Um número de casos, disse Graça Freitas, que tem permitido que o nosso sistema de saúde tenha capacidade de responder de forma adequada às pessoas, nomeadamente na “capacidade de as detetar fazendo testes, de isolar, de tratar adequadamente de encontrar os seus contactos, de os vigiar”.

Neste momento, sublinhou, “se adoecermos com COVID-19 ou com outra doença, o nosso sistema de saúde tem capacidade de nos atender, de nos tratar bem e cuidar de nós”. Isto acontece porque “houve um movimento de prevenção de saúde pública, de prevenção populacional que diminuiu a transmissão do vírus de uma pessoa para a outra pessoa”.

A Diretora-Geral da Saúde reconheceu que “estes resultados só foram possíveis porque milhões de pessoas “adquiriram uma nova forma de estar na vida”. Por isso, alertou, “não podemos perder esse capital que conseguimos”.

Quando houver um regresso às atividades do dia a dia, explicou, terão que ser mantidas muitas das regras que foram adotadas até agora: “Temos que continuar a conviver dentro dos nossos pequenos núcleos familiares e de amigos, mas com distanciamento social em relação às outras pessoas. Temos que reforçar a higiene pessoal e a higiene das superfícies. Temos que ter etiqueta respiratória. Temos que adquirir nova forma de viver quando não estivermos em estado de emergência”.

Se essas medidas não forem mantidas, “a nossa curva vai subir, porque o vírus continua a circular em Portugal, na Europa e no Mundo”. E, acautelou, “o sistema de saúde vai ser submetido a uma grande pressão”.

Graça Freitas lembrou ainda que “temos que manter este equilíbrio entre a epidemia e a capacidade de resposta do sistema de saúde”, reatando “relações sociais e reavivando o nosso tecido económico”.