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Portugal reservou 7.5 milhões de testes para preparação e resposta futura

20/11/2020
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Portugal fez uma reserva de 7.5 milhões de testes de diagnóstico de COVID-19 que devem chegar no início do ano, anunciou hoje o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales. 

A reserva foi feita através de um mecanismo europeu e acresce aos 500 mil testes da Cruz Vermelha Portuguesa, precisou o governante, durante conferência de imprensa destinada a atualizar a informação relativa à pandemia de COVID-19 em Portugal, hoje acompanhado pelo Presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida. 

«Trata-se de uma reserva que pode ou não ser ativada, mas que diz respeito à nossa preparação e à nossa resposta futura», afirmou o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Os testes de antigénio usados em Portugal têm padrões de desempenho com sensibilidade igual ou superior a 90%, de acordo com o governante, que justificou que os testes não começaram a ser usados mais cedo porque é preciso «dar tempo à ciência».

«Há dois meses os testes disponíveis não ofereciam estas garantias», acrescentou António Lacerda Sales.

Por sua vez, o Presidente do INSA adiantou que os testes rápidos são «uma ferramenta espantosa, fundamental», sobretudo ao nível de uma maior capacidade de testagem com critério e de se atuar com muito mais rapidez, interrompendo com a cadeia de transmissão do novo coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença COVID-19.

«O que pretendemos é acelerar muito mais a nossa capacidade de resposta», explicou o responsável, alertando, no entanto, para a necessidade de «algum cuidado» para não confundir testes rápidos de outra natureza.

Portugal foi um dos primeiros países a aderir a este sistema e toda esta questão tem de ser vista «com algum rigor», na colheita e na leitura, defendeu Fernando Almeida.

Fonte: https://www.sns.gov.pt/noticias/2020/11/20/covid-19-reserva-de-testes/