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Portugal registou uma única morte por COVID-19 nas últimas 24 horas

12/06/2020
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Portugal registou mais uma morte por COVID-19 nas últimas 24 horas, contabilizando agora um total de 1.505 óbitos relacionados com a pandemia. Por outro lado, verificam-se mais 270 casos confirmados da doença provocada pelo novo coronavírus, o que eleva para 36.180 o número de infetados (um crescimento de 0.8% em relação a ontem).

Os números foram apresentados esta sexta-feira pela Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, e constam do boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS). 

“Dos novos casos assinalados, em linha com a realidade das últimas semanas, cerca de 90% pertencem à região de Lisboa e Vale do Tejo e, destes, 25% a cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa”, adiantou a governante.

De acordo com o relatório de situação de hoje, verificam-se 22.200 doentes recuperados, o que significa um aumento de 198, ou seja, mais 0.9% em relação ao dia de ontem.

Do total de doentes, 96.5% encontram-se a recuperar no domicílio, 2.9% em enfermaria e 0.6% em Cuidados Intensivos. À data de hoje, o país tem 440 doentes internados com COVID-19 (mais 25 do que ontem) e o mesmo número em unidades de Cuidados Intensivos (mais 3).

Em resposta a uma questão colocada no dia anterior, Jamila Madeira disse que Portugal contabiliza 3.556 profissionais de saúde infetados, dos quais 505 médicos, 1.554 enfermeiros, 1.059 assistentes operacionais, 166 assistentes técnicos e 108 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica. Em relação à última atualização, existem mais 198 recuperados.

Jamila Madeira aproveitou para reiterar “a mensagem de reconhecimento e gratidão” aos profissionais de saúde pelo “esforço, dedicação e profissionalismo” no combate à pandemia da COVID-19.  

Questionada sobre o facto de Portugal ter uma taxa de infeção por 100.000 mil habitantes relativamente elevada em comparação com outros países, a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que “tem muito a ver com a política que temos em Portugal em relação à deteção dos casos, não só nos últimos rastreio que decidimos fazer para detetar casos positivos […], mas porque somos um país que desde o início abriu uma linha telefónica – a SNS 24 – através da qual qualquer pessoa, mesmo com sintomas ligeiros, é canalizada para médico assistente e é-lhe feito um teste”.

A especialista em saúde pública lembrou que “em Portugal, há uma procura bastante ativa dos casos”. A boa notícia, prosseguiu, “é que apesar de termos uma incidência, sobretudo concentrada em Lisboa, que é relativamente elevada, felizmente essa incidência não tem tido repercussão no número de internamentos”. A maior parte dos novos casos são ligeiros e ocorrem em adultos jovens, lembrou.