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Portugal registou o maior aumento de recuperados desde 24 de maio

15/07/2020
imagem medicos

O boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que foram registados mais 560 casos de recuperação nas últimas 24 horas, o que representa um aumento de 1.8% em relação ao dia de ontem. Desta forma, o país contabiliza 32.110 pessoas recuperadas da COVID-19 desde o início da pandemia.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, a Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, destacou que este é “o maior aumento de recuperados desde 24 de maio”.

Por outro lado, verificam-se mais 375 casos confirmados de COVID-19 no país, o que corresponde a um crescimento de 0.8%. Do total de novos casos, 76.8% foram notificados na zona de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), pelo que esta continua a ser a região com mais casos novos de doença.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 6 internamentos, pelo que o país conta agora com 478 pessoas internadas. Do total de internados, 68 encontram-se em unidades de Cuidados Intensivos, o que significa uma redução de um em relação ao dia de ontem.

Do total de casos ativos, 96.5% encontram-se a recuperar no domicílio, 3% em enfermaria e 0.5% em Cuidados Intensivos.

A última atualização indica ainda a existência de mais oito mortes relacionadas com a pandemia da COVID-19. Com este número, a taxa de letalidade situa-se nos 3.5% e nos 16.1% nos doentes com mais de 70 anos.

Tal como foi avançado ontem pela DGS, a caracterização demográfica dos casos confirmados terá uma atualização semanal publicada à segunda-feira, na pendência de desenvolvimentos nos sistemas de informação.

Apesar da preocupação que a situação epidemiológica continua a suscitar, Jamila Madeira reconheceu a “relativa estabilização dos números diários, resulta do trabalho resiliente que está a ser realizado no terreno pelas equipas de saúde e das autoridades locais, mas também de todas as medidas especiais adotas por todos os cidadãos”.

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse que Portugal está a olhar para a situação epidemiológica da Austrália, o “grande radar” do hemisfério sul, que está agora no seu inverno para prever o que possa acontecer nos meses frios na Europa: “Tiveram uma primeira onda [de COVID-19], conseguiram baixá-la e enfrentam agora uma segunda onda simétrica à primeira”.