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Portugal recebe 24 milhões de máscaras até ao final do mês

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Portugal espera receber 24 milhões de máscaras cirúrgicas até ao final de abril e 1.8 milhões de máscaras FFP2 até ao final do mês de maio, anunciou esta sexta-feira o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Sobre a possibilidade de utilização de máscaras por quem não está infetado, a Diretora-Geral da Saúde recordou que “Portugal está alinhado com as recomendações da Organização Mundial de Saúde, do Centro Europeu de Controlo de Doenças e da literatura médica”.

“O que sabemos inequivocamente à data é que não há uma única medida que seja completamente eficaz”, sublinhou, acrescentando que “é com o conjunto de medidas que conseguimos aplanar a curva”. Se o uso de máscaras por pessoas saudáveis vier a ser recomendado internacionalmente, garantiu, Portugal irá seguir essa orientação. Ainda assim, advertiu, “isso não nos vai impedir do isolamento social”. “Seguiremos as melhores orientações”, assegurou.

Na sua declaração inicial, António Sales lembrou que este é “o mês mais crítico desta pandemia”. “Não podemos vacilar. Não podemos baixar a única defesa que temos, que é a contenção social”, sublinhou, destacando que “a maior prova da nossa união é o isolamento”.

O aumento da testagem é, segundo António Sales, uma prioridade, tal como a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Além das compras no mercado externo, o Secretário de Estado da Saúde referiu que o Governo conta com o contributo da indústria nacional, que se tem ajustado a este cenário de crise, “mantendo empregos, ao mesmo tempo que ajuda o SNS”.

Relativamente à formação dos profissionais de saúde, António Sales garantiu que “está a ser dada” e que estão a ser aproveitados “todos os recursos disponíveis”, privilegiando os profissionais que têm experiência em cuidados intensivos.

Questionada sobre o funcionamento das ADC-Comunidade, a Diretora-Geral da Saúde explicou que, em alguns casos, estas áreas dedicadas à COVID-19 foram criadas “muito recentemente” e existem “concentrações diferentes” mediante as zonas, pelo que “algumas estão a trabalhar bem”, enquanto outras “não estão em condições ótimas”. No entanto, frisou, existe “uma melhoria contínua”. Essa melhoria estende-se também à linha SNS 24, que ontem atendeu 15.420 chamadas, registando um tempo médio de espera de 5 minutos e 52 segundos.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela DGS, Portugal regista 246 mortes associadas à COVID19 e 9.886 infetados.

No que diz respeito ao panorama dos óbitos, Graça Freitas adiantou que entre a data dos primeiros sintomas e a data do óbito passam, em média, 8 dias. Já a mediana das idades dos óbitos, nas mulheres é de 85 anos e nos homens é de 80. “A maior parte tem várias doenças, habitualmente mais do que uma”, revelou, destacando que as mais comuns são doenças do aparelho cardio-circulatório, respiratórias, diabetes, doença renal crónica, neoplasias.

No entanto, disse a Diretora-Geral da Saúde, “muitos idosos com mais de três doenças recuperaram e tiveram alta”, pelo que “não é nenhuma fatalidade ser idoso e ter doenças”. O que se passa, explicou, é que existe “apenas um aumento do risco”.