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Portugal está numa fase de planalto da pandemia

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“Estamos numa fase de planalto, no entanto todos os resultados são muito preliminares e devem ser interpretados com cautela”, adiantou este sábado a Ministra da Saúde, Marta Temido, apelando à ajuda de todos “no sentido de reduzir a transmissão” do novo coronavírus e na “correta transmissão” das mensagens de saúde pública.

Na conferência de imprensa diária sobre a COVID-19, Marta Temido começou por apresentar os dados atualizados: 15.987 infetados (mais 515) e 470 mortes associadas à infeção (mais 35).

Desde o dia 1 de março, adiantou, foram realizados 161.745 testes de diagnóstico à COVID-19, dos quais 17.893 foram positivos, existindo neste momento uma média diária de cerca de 9.000 testes. Para explicar a diferença entre o número de casos confirmados e o número de testes positivos, Marta Temido lembrou que a mesma pessoa pode ser testada mais do que uma vez, já que o critério para ser considerada curada é ter dois testes positivos.

Sobre a polémica em torno da partilha de dados epidemiológicos a nível regional, a Ministra esclareceu “não há proibição de partilha de informação” de âmbito local e regional, mas há um apelo para que “todas as entidades se concentrem no envio de informação atempada e consistente para o nível nacional”, pois os boletins parcelares podem dar origem a “análises fragmentadas”. Neste momento, adiantou, a Direção-Geral da Saúde está a trabalhar numa metodologia que permita que as entidades locais e regionais possam também aferir aquilo que são os seus próprios reportes informativos pelos mesmos períodos de tempo.

Questionada sobre os 1.700 testes serológicos que serão feitos no âmbito de um projeto piloto, a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou neste momento está a ser definido “o tipo de amostra, o tipo de testes, como vão ser os testes e como vai ser aferido o nível de anticorpos”. O estudo encontra-se na “fase preparatória”, para depois se perceber “qual vai ser a melhor forma de o reproduzir para uma amostra maior da população”.

Relativamente à percentagem “relativamente baixa” de novas entradas em unidades de cuidados intensivos, Graça Freitas reforçou que “temos assistido ao que poderá ser o planalto” da pandemia de COVID-19, não existindo uma percentagem muito grande de novos doentes por dia. Por outro lado, explicou, todos os dias há mudanças de departamentos dos doentes. Além dos doentes que não resistem à infeção, existem outros que saem dos cuidados intensivos para as enfermarias, enquanto outros têm alta e vão para casa.

Neste momento, adiantou a Diretora-Geral da Saúde, Portugal tem 1.849 profissionais de saúde infetados com o novo coronavírus: 488 enfermeiros, 276 médicos e 1.085 profissionais de outras profissões.