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Portugal está no “ponto de equilíbrio”

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou esta quinta-feira que o R (número médio de contágios causados por uma pessoa infetada) em Portugal ronda 1, o que quer dizer que “estamos equilibrados”. No entanto, ressalvou, descomprimir ou não as medidas de contenção não depende apenas do valor do R.

Depois de esclarecer que o R é o número de pessoas que se infeta a partir de um caso confirmado, a responsável destacou que este “é apenas um dos indicadores de como é que a epidemia está a decorrer, não é o único”.

Descomprimir ou não as medidas que estão a ser tomadas depende de vários fatores, explicou, nomeadamente de como a curva epidémica está a evoluir, da capacidade de o sistema de saúde ter folga e aguentar – “porque sabemos que quando descomprimirmos as medidas a curva vai tender a ter uma subida” – e da capacidade que os países têm de monitorizar as duas coisas.

A Noruega adotou o R de 0.7 para aliviar medidas, mas, sublinhou Graça Freitas, “não existe um número mágico”. “Temos [um R de] cerca de 1. Estamos equilibrados. Em algumas regiões ligeiramente acima de 1, noutras ligeiramente a baixo. Por isso é que temos andado no planalto, com alguma tendência decrescente. Estamos no ponto de equilíbrio”, esclareceu.

Questionada sobre o facto de alguns bancos terem optado por tornar o uso de máscaras obrigatório no seu interior, a Diretora-Geral da Saúde lembrou que “as máscaras não são a solução única”, porque, se fossem, “todos os problemas da humanidade estavam resolvidos neste momento”. Estes locais têm liberdade para decidir se usam ou não máscaras, ressalvou, mas “não podem deixar de cumprir as outras regras”, nomeadamente a desinfeção frequente das superfícies e das maçanetas das portas, a disponibilidade de solução alcoólica e o distanciamento social.

“É este conjunto de medidas que vai reduzir a contagiosidade e a propagação da doença. Estas medidas servem para retardar a propagação. Não podemos fazer apenas a aposta numa medida”, alertou.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela DGS, o país contabiliza 22.353 casos confirmados de COVID-19, mais 371 do que no dia de ontem, o que corresponde a um aumento de 1.7%. Os dados mostram ainda 820 óbitos relacionados com a infeção e 1201 casos de recuperação.