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Portugal está “dentro da curva programada para a mortalidade”

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse hoje que Portugal está “dentro da curva programada para a mortalidade”. Questionada sobre os dados preliminares do INE, que referem um aumento face a 2019 da mortalidade por todas as causas na sequência – sobretudo – do acréscimo dos óbitos em pessoas com mais de 75 anos (+ 1.893 óbitos), Graça Freitas referiu que Portugal está dentro dos valores esperados.

“Nos primeiros meses deste ano tivemos uma mortalidade muito baixa. Tivemos um inverno muito ameno e uma atividade gripal pouco intensa. Janeiro e fevereiro foram meses com poucos óbitos por comparação com períodos homólogos nos últimos cinco anos”, explicou.

Quanto à pequena curva que se verificou em abril – e que contribuiu para esse número – “deve-se a mortes por COVID-19 e a mortes por todas as outras causas. Temos de ver isto no contínuo entre o início do ano e a data atual e vendo que os primeiros meses tiveram muito pouca mortalidade. Agora estamos outra vez dentro dos valores esperados para a época”, referiu a Diretora-geral da Saúde.

Os óbitos registados em abril verificaram-se “sobretudo em pessoas mais idosas e neste pequeno pico estão incluídos casos COVID e outras situações não-COVID, nenhuma em específico. Neste momento a mortalidade – comparada com os períodos homólogos e com o intervalo de confiança – está completamente dentro dos valores e parâmetros esperados”, frisou.

De acordo com o Boletim Epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde, existem 30.200 casos confirmados de COVID-19, mais 288 que no dia de ontem (+1%). Verificam-se 576 casos em internamento, dos quais 84 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), menos oito casos que ontem. A destacar ainda que há 7590 casos de recuperação, mais 1138 que ontem, o que corresponde a 25,1% dos casos confirmados. Registam-se ainda 1288 óbitos desde o início da pandemia.