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Portugal entra na fase de mitigação da pandemia COVID-19

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A Diretora-Geral da Saúde lembrou, nesta quarta-feira, que Portugal vai entrar na fase de mitigação da pandemia COVID-19 à meia-noite desta quinta-feira. Na conferência de imprensa de atualização dos dados, Graça Freitas adiantou que “estamos em fase 3.2”, o que quer dizer que “temos transmissão comunitária”, mas não é “exuberante nem descontrolada”.

A partir da meia-noite, explicou, entra em ação um novo plano para abordar a pandemia nos hospitais e centros de saúde. Como todas as transições, assumiu Graça Freitas, esta fase “pode ter alguma turbulência”. “Estamos cá para resolver os problemas, encaminhar corretamente e para prestar assistência aos doentes”, assegurou.

Depois de uma primeira fase em que os doentes COVID-19 eram encaminhados para os hospitais de referência, Portugal abriu “totalmente este modelo”, prevendo-se que 80% dos doentes – os que têm sintomatologia ligeira – sejam seguidos no domicílio. Já os doentes com sintomas moderados, serão encaminhados para os centros de saúde, que terão áreas próprias para os receber.

De acordo com o novo modelo, esclareceu Graça Freitas, os doentes com sintomatologia mais grave serão encaminhados para urgências hospitalares, onde os médicos determinam se necessitam ou não de internamento hospitalar.

Questionada pelos jornalistas sobre a discrepância de números apresentada pela DGS e pelos municípios, a Diretora-Geral da Saúde explicou que os dados revelados são os que entram na plataforma até à meia-noite e que nem sempre os dados sobre os concelhos dos doentes são preenchidos no formulário. “Estamos a afinar”, disse, ressalvando que “não há nenhum objetivo de enganar, mentir ou omitir”.

Na sua intervenção, o Secretário de Estado da Saúde sublinhou que esta é “a fase mais crítica” e, por isso, “exige responsabilidades acrescidas”. Reforçando a necessidade de “autoproteção e de proteção dos que nos são mais queridos”, António Lacerda Sales referiu a atenção especial que deve ser tida com as pessoas com mais de 70 anos, uma vez que 80% das mortes registam-se em pessoas com uma idade igual ou superior a esta.

“A letalidade é muito maior entre os idosos”, afirmou o governante, que voltou a sublinhar a necessidade de os lares de idosos terem planos de contingência.

Relativamente aos testes a esta população, Graça Freitas revelou que, a partir de agora, será considerada toda a capacidade do país, quer pública quer privada, pelo que os testes serão feitos no local mais próximo do lar, seja num hospital, num laboratório privado ou pelo INEM.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela DGS, Portugal tem 2.995 casos de infeção COVID-19, 43 óbitos associados ao novo coronavírus e 22 pessoas recuperadas.