Voltar

Portugal é dos “melhores do mundo” a partilhar informação

10/07/2020
enfermeiro banner

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, sublinhou hoje que, “apesar das fragilidades”, Portugal é “dos países melhores do mundo” a partilhar informação sobre a evolução da pandemia da COVID-19, porque a transmite “com transparência”.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, Graça Freitas garantiu que “discrepâncias ao dia não são graves”, referindo-se aos dados por concelhos que surgem no boletim epidemiológico.

“A informação é muito complexa, vem-nos de diversas fontes (…). Num dia – 24 horas – vão existir sempre diferenças entre o que é o apuramento local e o apuramento nacional. Ao nível local, um médico de saúde pública, um diretor de um agrupamento de centros de saúde é capaz de ter conhecimento de um caso no momento em que ele ocorre e esse número ainda não foi vertido no SINAVE [Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica] e há discrepâncias ao dia que não são graves, são pequenas discrepâncias com as quais temos de viver”, explicou Graça Freitas.

“Estamos a dar informação com transparência e com rigor. Posso garantir que, apesar de tudo e das fragilidades, somos um dos melhores países do mundo. Melhoramos imenso nas plataformas de informação que temos.

Somos dos países que reportam diariamente e com transparência, que admite as discrepâncias, que diz quando tem algum erro e o corrige.

Reportamos todos os dias internacionalmente. Já temos sido elogiados por esse reporte regular porque mandamos para a União Europeia e para a Organização Mundial de Saúde”, disse a Diretora-Geral.

Questionada sobre o distanciamento entre alunos no próximo ano letivo, a responsável explicou que ao “mínimo de um metro” entre alunos somar-se-ão “outros métodos barreira” como forma de prevenção da COVID-19.

“O que estamos a fazer, e também de acordo com orientações internacionais, é conjugar uma série de regras que levem à maximização de distanciamento social e da proteção entre os alunos, docentes e comunidade escolar. Um metro é a distância mínima e somam-se outros métodos barreira como as máscaras, a disposição das carteiras nas salas”, esclareceu Graça Freitas.

A Diretora-Geral da Saúde lembrou que “é do cumprimento dessas regras e do comportamento das pessoas nas salas de aula que resulta o máximo de segurança nas salas de aula e no próximo ano letivo”.

Sobre o estudo que indica que pode existir transmissão vertical de mães para filhos, a especialista em saúde pública lembrou que já existiam outras investigações que apontavam nesse sentido. Como as orientações emitidas pela DGS já contemplavam a possibilidade de haver transmissão vertical, os documentos não vão ser alterados.