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Portugal deverá vir a estudar pessoas supercontagiosas

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou hoje que os supercontagiosos são “pessoas que têm uma capacidade muito grande de contagiar outras”, não só pelas caraterísticas do próprio vírus, mas pelas circunstâncias da sua vida social.

Questionada sobre um estudo feito em Espanha, que diz que um terço a metade dos infetados são supercontagiadores, a responsável disse que ainda não foi feito nenhum estudo do género em Portugal, mas acredita que virá a ser realizado.

“Sempre que há grandes epidemias acabam por se descobrir pessoas que, de facto, transmitiram o vírus a muitas outras pessoas”, explicou a especialista em saúde pública.

Segundo a Diretora-Geral da Saúde, “a vida social das pessoas contribui muito para que possam ou não disseminar a doença”, além “das caraterísticas do próprio vírus”.

Quando existe “vida ativa no período de incubação”, pode “dar origem a muitos casos secundários”.

De acordo com o último relatório epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o país tem 30.788 casos confirmados de COVID-19, mais 165 do que no dia de ontem, ou seja, mais 0.5%.

Por outro lado, registam-se 531 casos em internamento hospitalar, dos quais 72 em unidades de Cuidados Intensivos (menos 6 do que no domingo), e 1.330 óbitos relacionados com a infeção (mais 14).

A taxa de letalidade situa-se atualmente nos 4.3% para a população em geral e nos 16.7% para as faixas etárias acima dos 70 anos.