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Pico da pandemia de COVID-19 esperado para 14 de abril

Tratamento

O pico dos casos de infeção provocada pelo novo coronavírus deverá ser atingido por volta do dia 14 de abril, anunciou este sábado a Ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa diária de atualização dos dados sobre a COVID-19. 

“De acordo com a evolução do número de casos de COVID-19 em Portugal e com os cálculos das estimativas epidemiológicas disponíveis, estima-se,  com base naquilo que tem sido a evolução da incidência, que a data prevista para a ocorrência do pico da curva epidemiológica se situe à volta do dia 14 de abril”, adiantou a Ministra da Saúde. 

Tal como já tinha sido avançado pela Diretora-Geral da Saúde durante a semana, Marta Temido reforçou que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento da COVID-19 na próxima semana. Um modelo de abordagem que prevê um aumento do acompanhamento em casa, explicou, e que surge devido ao “alargamento da expansão geográfica” dos casos de infeção e à “tendência crescente da curva epidémica”. 

Neste momento, há um conjunto de doentes que já são tratados em casa, sendo que o objetivo, adiantou Graça Freitas, é acompanhar 80% dos infetados com o novo coronavírus no domicílio. Na sua intervenção, a Diretora-Geral da Saúde lembrou que o combate só se faz com “um conjunto de medidas”, que passam pelo “reforço constante dos nossos serviços e da nossa capacidade de resposta”, por “detetar precocemente casos positivos”, tratar “de acordo com a sua condição clínica estes casos” e encontrar os contactos destas pessoas para agir em conformidade.

Além destas medidas, a Diretora-Geral da Saúde lembrou aquelas que são tomadas para “redução da transmissão”, nomeadamente a lavagem das mãos, a limpeza das superfícies e o isolamento social. “É o conjunto das medidas que nos vai fazer ter um resultado mais positivo”, sublinhou.

De acordo com o último boletim epidemiológico, Portugal tem 1.280 casos confirmados de infeção, cinco pessoas recuperadas e 12 mortes provocadas pela COVID-19. Uma taxa de letalidade de um por cento, adiantou Graça Freitas, e que “está aquém da taxa de letalidade em outros países, mas que pode evoluir para outro tipo de valores”.

“Nós começámos a internar e a detetar casos no dia 02 [de março] e hoje é dia 21 e, portanto, ainda pode acontecer que alguns destes doentes venham a morrer”, afirmou, destacando que “temos que ser cautelosos”.    

Para fazer face ao crescimento da epidemia, Marta Temido explicou que Portugal irá receber mais máscaras e equipamentos de proteção individual. Na Reserva Estratégica Nacional, avançou, existem dois milhões de máscaras tipo 2 e estão agendadas várias entregas nas próximas semanas. No que diz respeito aos testes, prosseguiu, o stock é de 9000 no SNS e de 17 000 no setor privado. E, garantiu, o Governo está a trabalhar com os fornecedores para assegurar a aquisição de  mais material. 

Relativamente ao tema das máscaras, a Ministra da Saúde reforçou que “são um bem escasso” que tem se der bem gerido. Marta Temido lembrou que “as doenças não se transmitem de olharmos uns para os outros”, mas sim “por determinados gestos”.