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Orientação sobre recém-nascidos fornece “indicações úteis” para pais e profissionais

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta manhã que a orientação sobre recém-nascidos em maternidades em contexto de pandemia de COVID-19 contou com o contributo de pediatras e neonatologistas e fornece “indicações úteis” para profissionais de saúde e progenitores, de forma a garantir o seguimento “do recém-nascido em segurança e com saúde”.

“Os recém-nascidos continuam a nascer bem, sobretudo nas nossas maternidades e nos nossos hospitais, e a dispor de uma série de facilidades para começar bem a sua vida”, referiu a responsável, na conferência de imprensa diária sobre a pandemia.

Este documento, destacou, “vem clarificar vários aspetos” e demorou algum tempo a ser feito “porque careceu de grande consenso a nível nacional” e de consulta de informação a nível internacional.

Entre as recomendações, a especialista em saúde pública referiu que, se a mãe estiver infetada ou for suspeita, o recém-nascido “é submetido a testes e avaliação clínica”. Por outro lado, afirmou, a “Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os recém-nascidos filhos de mãe positiva para COVID-19 ou suspeita possam ser amamentados, diretamente através da mama da sua mãe ou com leite materno que é extraído em condições próprias”.

A orientação estabelece ainda as medidas referentes ao contacto pele a pele entre a mãe e o bebé, entre outras questões.

Em declarações aos jornalistas, Graça Freitas ressalvou que existem dois aspetos importantes a destacar no documento, nomeadamente as “condições dos próprios hospitais onde ocorre o nascimento” e “o consentimento esclarecido e livre da mãe em relação ao que pretende para o seu filho”. “Tudo será feito em negociação esclarecida entre as equipas que assistem ao parto e eventualmente um progenitor masculino”, frisou.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 29.432 casos confirmados de COVID-19, mais 223 do que no dia de ontem, o que corresponde a um aumento de 0.8%.

Nas últimas 24 horas ocorreram mais 16 óbitos relacionados com a COVID-19, o que eleva o número de mortes para 1.247. Por outro lado, registam-se 6.431 casos de recuperação da infeção provocada pelo novo coronavírus.

Do total de infetados, 71.8% encontram-se em tratamento domiciliário e 2.1% em internamento hospitalar (0.3% em unidades de Cuidados Intensivos e 1.9% em enfermaria geral).