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Orientação para grávidas está a ser revista

20/05/2020
imagem bebe

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, relembrou esta quarta-feira que está a ser revista a orientação para as grávidas em contexto de pandemia de COVID-19.

A responsável falava aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, onde foi questionada sobre o acompanhamento das grávidas nos partos. “A questão do acompanhante é uma questão delicada, porque tem a ver com a probabilidade, ou não, de o próprio acompanhante se poder contagiar a partir da grávida, por exemplo […] E a questão é se também está infetado e pode aumentar o risco para quem está na sala de partos”, afirmou a especialista em saúde pública.

Por outro lado, destacou Graça Freitas, as condições físicas do local onde se passa o parto “podem decidir ou não que tipo de acompanhamento é que se faz”. Em última análise, “é a equipa clínica que pode decidir isso”.

A Diretora-Geral da Saúde considera que, se for uma sala grande, com capacidade de manter o acompanhante distante e devidamente protegido com equipamentos de proteção individual, o risco será muito menor do que numa sala de partos mais pequena.

“Tentamos compatibilizar a parte afetiva e do acompanhamento em segurança”, referiu a responsável, destacando que cada equipa clínica terá uma última palavra a dizer sobre esta questão.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal tem 29.660 casos confirmados de COVID-19, o que representa mais 228 do que no dia de ontem, ou seja, um crescimento de 0.8%.

A última atualização do relatório indica que existem 6.452 casos de recuperação (mais 21) e 1263 óbitos. Por outro lado, verificam-se 609 casos em internamento, dos quais 93 em unidades de Cuidados Intensivos, menos 8 do que na terça-feira.

A taxa de letalidade global situa-se nos 4.3% e acima dos 70 anos é de 16.1%. Do total de casos confirmados, 71.9% encontram-se a recuperar no domicílio, enquanto 2.1% estão em internamento hospitalar, dos quais 0.3% em unidades de Cuidados Intensivos e 1.8% em enfermaria geral.