Voltar

Não se pode relaxar medidas, alerta Diretora-Geral da Saúde

lavagem das mãos banner

“Sabemos que nos sítios onde há relaxamento das medidas de distância física e de prevenção e controlo da infeção surgem focos da doença [COVID-19]”, alertou esta sexta-feira a Diretora-Geral da Saúde, destacando que “não se pode relaxar as medidas”.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, destacou que “a doença não desapareceu”, pelo que “o vírus está a circular”.

“Nós todos, os que não tivemos a doença, estamos suscetíveis, estamos em risco. Se não aprendermos a ter outra forma de estar, vamos continuar em risco e pôr em causa tudo o que conseguimos fazer”, declarou a responsável.

Graça Freitas respondia a uma questão sobre a orientação para estabelecimentos de restauração e bebidas, emitida esta sexta-feira pela DGS. “As orientações e normas da DGS são orientações de boas práticas, que responsabilizam todos pelo seu cumprimento. São destinadas a setores de atividade, neste caso a restauração, mas inclui a responsabilidade da entidade que detém o sítio e também responsabiliza os utentes”, esclareceu.

A Diretora-Geral da Saúde lembrou que “esta epidemia é uma epidemia em que as respostas têm de ser coletivas”, pelo que as normas e orientações “são boas práticas e são para ser observadas por todas as pessoas”. “Temos que ter confiança na autorresponsabilização dos portugueses”, frisou.

Portugal regista esta sexta-feira 27.268 casos confirmados de COVID-19, mais 553 do que na quinta-feira, o que corresponde a um aumento de 2.1%. De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o país conta com 2.422 casos de recuperação (mais 164) e 1.114 óbitos (mais 9).

Neste momento, 842 doentes estão internados em hospitais, menos 32 do que na quinta-feira e 127 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos 8.