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Não podemos abrandar nível de contenção, alerta Graça Freitas

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, reconheceu este sábado que “começa a nota-se, sobretudo nos dias mais soalheiros, algum desconfinamento da população”, mas “não podemos abrandar o nosso nível de contenção”.

“Há evidência de que as pessoas têm circulado mais nos últimos dias”, admitiu a especialista em saúde pública. Destacando que “mesmo que se venha mais para a rua, para o dito passeio higiénico, contactar com o ar livre, apanhar sol”, alerta, “temos de o fazer de forma regrada, evitar ajuntamentos” e criando “sempre entre as pessoas o célebre distanciamento social”.

“Que a ida para a rua não se torne um motivo de convívio, mas apenas de uma família, de as pessoas que já vivem juntas, de pequenos núcleos poderem sair, mas sem se juntarem. É muito importante”, realçou, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

Quando os portugueses voltarem a frequentar determinados espaços, prosseguiu, “vamos ter que continuar a observar essas regras, vamos ter que ter o cuidado de cumprir o que nos é pedido para não nos juntarmos, para não estarmos demasiado próximos e para não transmitirmos a doença”.

A responsável reforçou, uma vez mais, que é deste equilíbrio que vamos ter que viver nos próximos tempos: “Tentar manter a nossa saúde mental, a sociedade e a economia a funcionar, mas não pôr em risco a saúde pública”.

Para Graça Freitas, as comemorações do 25 de abril na Assembleia da República são um “exemplo de como se pode compatibilizar a comemoração de uma data importante para o nosso país com regras de controlo de infeção, de segurança, de proteção da saúde”.

Sobre este tema, a Diretora-Geral da Saúde lembrou ainda que “a Assembleia da República tem um plano de contingência excelente, que acautela todas as condições para esta cerimónia ou outros eventos que se realizem dentro da Assembleia cumpram todas as regras que estão preconizadas, como regras de controlo da infeção, nomeadamente o distanciamento social”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado este sábado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal regista 23.392 infetados (mais 595) 880 mortos associados à covid-19, mais 26 do que na sexta-feira.