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Não há restrições em relação aos testes, garante Graça Freitas

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A decisão de considerar apenas um teste negativo para determinar um doente ligeiro como curado “não tem nada, rigorosamente nada, a ver com a disponibilidade de testes”, garantiu esta segunda-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Segundo a especialista em saúde pública, a decisão de fazer apenas um teste aos doentes que ficam em domicílio – com sintomatologia ligeira e que nunca chegam a ir ao hospital – “foi feita com base nos últimos artigos científicos que têm sido publicados e com base na consulta de alguns peritos”.

A alteração dos critérios, esclareceu, está relacionada com “estudos que indicam que o número de partículas virais que se encontram na orofaringe e na nasofaringe destes doentes muito ligeiros” é “muito pequena e não apresenta evidência de que se replique, ou seja, que aquelas pessoas continuem a transmitir”.

Em declarações aos jornalistas, Graça Freitas ressalvou que “quem está em protocolo de fazer os dois testes, ao abrigo da norma anterior, poderá continuar a fazê-lo, se os seus médicos assistentes assim o entenderem”.

“Que fique claro que não há nenhuma restrição ao número de testes que temos capacidade de fazer para dar um doente que ficou em ambulatório como recuperado”, sublinhou a responsável, destacando que “muitos países europeus, desenvolvidos nem sequer estão a fazer nenhum teste para dar um doente que ficou em ambulatório como curado”.

Por cá, continuam a ser considerados dois critérios para os doentes que ficam em domicílio: sintomas em desaparecimento e um teste negativo aos 14 dias.

Questionada sobre a possibilidade de um regresso às aulas, a responsável referiu que é uma questão que está a ser articulada entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. “Há um conjunto de regras que vão ser aplicadas também às escolas”, avançou.

De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela DGS, Portugal tem 24.027 casos de infeção (mais 163 do que no domingo) por COVID-19 e 903 mortos.