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Não existem registos de reincidência entre os recuperados

máscaras

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse este domingo que “não existe reincidência em relação às pessoas que estão curadas” da COVID-19, “nem aqui nem em outros países”.

Em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa diária de atualização dos dados da pandemia, explicou que “o que tem acontecido em alguns países é que, quando as pessoas depois repetem testes por outro motivo, às vezes um teste dá positivo”. No entanto, ressalvou, “é porque ainda existem pequenas partículas do vírus no trato respiratório superior”.

Embora o teste dê positivo porque existem partículas virais, “isso não quer dizer nem que a pessoa esteja infetada, nem que transmita a doença”.

“Nos casos portugueses, não temos conhecimento, mas pode vir a acontecer. Mas não é reincidência, é deteção de pequenas partículas”, sublinhou.

Questionada sobre as máscaras descartadas na via pública, a responsável lembrou que a recomendação é que sejam colocadas “em contentores de lixo normal, urbano, não nos ecopontos nem no chão”.

Segundo Graça Freitas, já foram feitos contactos com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para que haja um reforço ao nível de contentores onde possam ser deixadas as máscaras. A alternativa, sugeriu, pode ser um saco plástico ou um envelope onde a máscara pode ser guardada até ser depositada no caixote do lixo da habitação. “Nunca para o chão”, alertou.  

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista este domingo 32.500 casos confirmados de COVID-19, mais 297 do que no sábado, o que responde a um acréscimo de 0.9%.

Relativamente à distribuição dos novos casos, 21 registam-se na região Norte, 5 na região Centro, 268 na região de Lisboa e Vale do Tejo e 3 na região do Algarve.

Por outro lado, verificam-se 19.409 casos de recuperação, mais 233 do que no dia de ontem, o que significa que quase 60% dos infetados já recuperaram da infeção.

Nas últimas 24 horas ocorreram mais 14 óbitos (11 no Norte e 3 na região de Lisboa e Vale do Tejo) relacionados com a COVID-19, o que eleva para 1.410 o número total de mortes.