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Ministra da Saúde anuncia medidas específicas para a região de Lisboa

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Visitas domiciliárias por parte de profissionais de saúde, confinamento obrigatório e com fiscalização a quem está em vigilância e alojamento alternativo para quem não tem condições de isolamento em casa. Estas são algumas medidas apresentadas este sábado pela Ministra da Saúde, Marta Temido, para a região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT).

“Apesar de o número de novos casos na generalidade das regiões do território nacional registar uma tendência decrescente que está patente nos números, verificamos um crescimento no número de novos casos concentrado na área metropolitana de Lisboa, designadamente nos concelhos da Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra”, disse a governante.

Desde meados de maio, destacou, que o número de novos casos de COVID-19 na região de LVT se mantém em cerca de 180 por dia, representando mais de 85% dos novos casos registados no país.

A atenção das autoridades de saúde incide sobretudo nos referidos concelhos, devido ao surgimento de surtos de COVID-19. “De forma a controlar o risco de retrocesso na contenção da transmissão do vírus e da expansão da doença, torna-se essencial a adoção de medidas específicas de saúde pública e estamos a tomá-las”, adiantou, acrescentando que as medidas a adotar têm em conta as caraterísticas dos novos casos identificados nesta área.

A estratégia de contenção que tem sido operacionalizada pela Administração Regional de Saúde (ARS) de LVT envolverá o reforço do rastreio da infeção provocada pelo novo coronavírus focado nas atividades em que se tem verificado maior incidência de surtos da doença, nomeadamente áreas ligadas à construção civil, cadeias de abastecimento, transporte e distribuição.

Para além do rastreio, prevê-se a testagem de todas as pessoas relativamente às quais as autoridades de saúde têm determinado vigilância ativa por serem contactos dos referidos profissionais. Adicionalmente, estabelece-se a determinação do confinamento obrigatório destas pessoas e a garantia do mesmo, com o apoio das forças de segurança.

Marta Temido referiu também a identificação de locais alternativos para o confinamento domiciliário, quando se comprove que as condições de habitabilidade não reúnem os requisitos necessários para o isolamento, e o acompanhamento clínico dos casos confirmados de COVID-19 diariamente por profissionais de saúde, designadamente através de visitas domiciliárias para melhor perceção do contexto e da evolução dos casos.

“Acreditamos que esta será uma estratégia que permitirá ao longo das próximas semanas reduzir o número de contágios e minimizar o risco de transmissão comunitária nesta região”, afirmou a Ministra da Saúde, deixando um apelo para quem se sente doente.

“Se estiverem com sintomas, se estiverem doentes, por favor não vão trabalhar. Procuraremos garantir alternativas a todos os níveis para que a situação possa ser enquadrada”, apelou, pedindo também uma especial atenção para as medidas de segurança que a Direção-Geral da Saúde tem recomendado, como o distanciamento físico, a utilização de máscara, a higienização das mãos e a não partilha de objetos.

Na conferência de imprensa que decorreu no Ministério da Saúde, a responsável começou por atualizar os números da pandemia. De acordo com o relatório epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista este sábado 32.203 casos confirmados de COVID-19, mais 257 do que ontem, dos quais 14 na região Norte, 11 no Centro, 231 na região de Lisboa e Vale do Tejo e 1 no Algarve.

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 13 óbitos, o que elevou para 1.396 o número total de mortes. Por outro lado, verificam-se 19.186 pessoas curadas da COVID-19, mais 275 do que no dia anterior.

Portugal tem atualmente 514 doentes internados por COVID-19 (menos 13 do que no dia anterior), dos quais 63 em unidades de Cuidados Intensivos (menos 3).