Voltar

Menos de 1% dos vacinados registam reações adversas

06/07/2021

Desde o início da Campanha de Vacinação contra a COVID-19 em Portugal foram registadas 8.470 notificações de reações adversas 8.470.118 doses administradas, o que corresponde a menos de 1% do total.

O “Relatório de Farmacovigilância – Monotorização da Segurança das Vacinas contra a covid-19 em Portugal” do INFARMED aponta para 3.290 notificações classificadas como “graves” e 5.180 como “não graves”.

Relativamente às mortes de idosos vacinados, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde salienta que estes casos “ocorreram num grupo com uma mediana de idades de 78 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal com a vacina administrada, uma vez que podem também decorrer dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”.

Das reações notificadas como “graves”, 1.947 foram classificadas como “clinicamente importantes” (23%), 943 geraram incapacidade (11%), 252 motivaram hospitalização (3%), 93 representaram “risco de vida” (1%) e 51 morte (0,6%).

No que respeita a casos classificados como graves, cerca de 90% dizem respeito a situações de incapacidade temporária na sua maioria e outras são consideradas “clinicamente significativas” pelo notificador.

“Se um caso contiver mais do que uma RAM (a situação mais frequente), basta que uma dessas reações adversas seja classificada como grave para que todo o caso também o seja”, sublinha, explicando que esta classificação segue critérios da Organização Mundial de Saúde mas é feita pelo notificador, seja este um profissional de saúde ou um utente.

Os dados precisam que por 1.000 doses de vacinas administradas foi notificado um caso de reação adversa, número que baixa para 0,5 no caso das reações graves.