Voltar

Medidas de proteção são para manter no desconfinamento

máscaras

“Ainda temos transmissão da doença em Portugal […]. Continuamos a aconselhar as medidas quer de distanciamento físico, quer de etiqueta respiratória, quer de lavagem das mãos”, disse esta terça-feira o Subdiretor-Geral da Saúde, Diogo Cruz, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Estas medidas, sublinhou, “são um dever cívico, não só de proteção dos outros, mas também dos nossos amigos, dos nossos familiares”. Na opinião do responsável, devem tentar manter-se as regras que vigoraram até agora, apesar de já existirem mais permissões.

“Como presumo que nenhum de nós queira que exista uma segunda onda, devemos todos fazer o nosso papel de agentes de saúde pública e manter as recomendações”, sublinhou o Subdiretor-Geral da Saúde.

Diogo Cruz admite que seja feito um jantar de família, por exemplo, mas “com as devidas precauções e cautelas”, nomeadamente de distanciamento social. “Provavelmente, não podemos fazer nos moldes que fazíamos antigamente, pelo menos durante mais um período”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, apelou também à responsabilidade individual dos portugueses: “Continuamos a contar com todos e com cada um. A responsabilidade individual é maior a cada dia que passa. Só juntos conseguiremos ultrapassar este importante desafio.”

De acordo com o relatório epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 25.702 casos confirmados de COVID-19, o que representa mais 178 do que no dia de ontem, o equivalente a um aumento de 0.7%. Por outro lado, verificam-se 818 casos em internamento, dos quais 134 em unidades de Cuidados Intensivos (menos 9 do que na segunda-feira).

A última atualização revela que existem 1.743 casos de recuperação (mais 31), que correspondem a 6.8% do total de casos confirmados, e 1.074 óbitos.
Neste momento, a taxa de letalidade global é de 4.2% e ascende aos 14.9% na população acima dos 70 anos. Do total de infetados, cerca de 85.9% encontram-se em tratamento domiciliário e 3.2% em internamento, sendo que 0.5% em unidades de Cuidados Intensivos e 2.7% em enfermaria.