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Medidas de proteção não podem ser descuradas

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“A COVID-19 só desaparecerá das nossas vidas quando surgir uma vacina ou um tratamento eficaz”, lembrou esta sexta-feira a Ministra da Saúde, Marta Temido, apelando ao cumprimento das medidas básicas de prevenção e controlo da infeção.

“O facto de Portugal ter tido uma situação epidemiológica melhor, mais favorável, menos dura do que a de outros países e de agora enfrentar números consistentes em algumas freguesias é um motivo para reforçar o nosso esforço articulado”, disse a governante, em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia.

A responsável referia-se às diversas áreas, nomeadamente “a saúde pública, a solidariedade social, o emprego, a economia, a habitação, os transportes”, as autarquias e a sociedade civil.

“Este é um trabalho de paciência. Ninguém se iluda. É um trabalho de elevada complexidade e que vamos ter que o continuar a fazer”, sublinhou.
Lidar com uma doença de “elevada contagiosidade implica cuidados”.

Portanto, alertou, “contacto físico, espaços fechados e muito frequentados são lugares de risco – e as medidas básicas não podem mesmo ser descuradas”.

Segundo a governante, a média do Rt (número médio de contágios por cada infetado) para o período de 19 a 23 de junho foi de 1.06, variando entre 1.03 em Lisboa e Vale do Tejo e 1.3 no Alentejo.

“Recordo que isto não nos deve surpreender, pois o Rt é o risco de transmissão e não é comparável com o número de novos casos que acontece por dia”, explicou.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista mais 451 casos de COVID-19, o que eleva o total de infetados para 40.866.

A última atualização indica que o país tem agora 26.633 pessoas recuperadas da infeção provocada pelo novo coronavírus, o que significa um crescimento de 251 em relação ao dia de ontem.

Com um total de 1.555 óbitos (mais 6 do que na quinta-feira), o país apresenta uma taxa de letalidade global de 3.8%, que sobe para 16.5% na população com mais de 70 anos.

Do total de 451 novos casos, 339 foram identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo, 69 no Norte, 1 no Centro e 40 no Alentejo.

Sobre a distribuição de casos ativos, Marta Temido informou que o Norte conta com 1.979, o Centro com 912, Lisboa e Vale do Tejo com 7.290, o Alentejo com 227 e o Algarve com 258.