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Medidas de proteção não podem ser descuradas no verão

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse esta quinta-feira que “ainda há coisas que nós não sabemos” sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-2), nomeadamente o seu comportamento com as temperaturas altas, pelo que “não podemos nem por um momento descurar” a vigilância epidemiológica, o isolamento e as medidas de proteção.

A especialista em saúde publicava falava aos jornalistas na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19, onde foi questionada sobre a forma como o vírus se comporta no verão.

“A temperatura é uma questão que todo o mundo acompanha com ansiedade”, começou por dizer. “Os outros coronavírus, os quatro que são sazonais, aparecem sobretudo no outono e no inverno e começam a ter uma atividade muito baixa na primavera e no verão”, explicou.

Se este vírus tiver esse comportamento, prosseguiu, “vamos ter um alívio do número de casos no verão”. No entanto, “não temos a certeza” se terá um comportamento semelhante. “Vamos ter que continuar a vigiar […] Este vírus ainda não se deixou estudar completamente. Ainda há coisas que nós não sabemos e temos que ter a humildade de dizer que, não sabendo, temos que continuar a vigiá-lo e a tomar medidas para o pior cenário”. E o pior cenário, explicou, é que não reaja bem – bem para nós, o que seria bom para a humanidade – às temperaturas elevadas.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral de Saúde (DGS), Portugal regista 29.912 casos confirmados de COVID-19, mais 252 do que no dia de ontem, ou seja, mais 0.8%.

Por outro lado, verificam-se 1.277 óbitos (mais 14) relacionados com a COVID-19 e 6.452 casos de recuperação da infeção provocada pelo novo coronavírus.

A última atualização indica que há 608 casos em internamento, dos quais 92 em unidades de Cuidados Intensivos. Neste momento, a taxa de letalidade global é de 4.3% e acima dos 70 anos é de 16.3%.