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Manusear papel não terá “risco acrescido”

14/06/2020
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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, disse este domingo que “não há risco zero, mas manusear papel não implica um risco acrescido muito grande” no que diz respeito à transmissão da COVID-19. 

Questionada sobre o risco relacionado com a leitura de jornais e revistas, a especialista em saúde pública afirmou que “o risco de manusear papel não é grande”. 

Contudo, explicou, há espaços comerciais, como cabeleireiros, onde não é aconselhável ter este tipo de materiais porque “é muito mais fácil higienizar um espaço onde não está nada do que um espaço onde estejam muitos objetos”. 

“Continuamos a achar que em zonas comerciais o papel não deve estar presente apenas porque melhora muito a limpeza e a higiene de superfícies”.

Sobre o surto num bairro piscatório em Espinho, Graça Freitas confirmou que existem pessoas doentes, mas “que estão circunscritas aos agregados familiares”. Aparentemente, prosseguiu, o maior contágio terá acontecido dentro das habitações. 

E esclareceu que esta é “ uma situação que está controlada, que não deu origem até à data a focos fora deste mundo mais restrito”.

Relativamente à comparação dos números entre Portugal e Espanha, a Diretora-Geral da Saúde recordou que “começámos a atividade epidémica mais tarde, muito menos intensa e estes óbitos que estamos a ter agora refletem infeções que já ocorreram há bastantes dias”. 

“Estamos a ter um abrandamento, mas que reflete infeções em dias passados. Vamos esperar mais uns dias para ver como a região de Lisboa e Vale do Tejo se reflete na mortalidade. Apesar de sabermos que muitos destes doentes são jovens e saudáveis, temos alguns lares na região com casos”.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista este domingo mais 227 casos confirmados de COVID-19, ou seja, mais 0.6%, o que eleva para 36.690 o número total de infetados pelo novo coronavírus. 

Do total de casos ativos, 96.6% encontram-se a recuperar no domicílio e 3.4% estão em internamento, dos quais 0.6% em unidade de Cuidados Intensivos e 2.8% em enfermaria. 

Nas últimas 24 horas foram registados mais 231 casos de recuperação em Portugal, pelo que o país contabiliza agora 22.669 pessoas curadas da COVID-19. Verificam-se, ainda, 1.517 óbitos relacionados com a infeção.