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Mais de metade dos profissionais de cuidados continuados já foram testados

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O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, revelou esta terça-feira que mais de 56% dos profissionais da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) já realizaram testes de diagnóstico à COVID-19.

Dos cerca de 8.600 profissionais testados até ao momento, 62 tiveram um resultado positivo, disse o governante, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia de COVID-19.

Desde o início da pandemia, foram transferidos 3.843 doentes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a rede de cuidados continuados integrados. Por outro lado, lembrou, foram também encontradas respostas sociais para 370 pessoas, o que permitiu “libertar camas nos hospitais”.

Questionado sobre a existência de dois casos positivos entre os reclusos, Lacerda Sales explicou que a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais tem programas específicos relativamente aos planos de contingência COVID-19, estando em articulação com as autoridades regionais e locais para que sejam tomadas medidas em relação aos reclusos.

Segundo o governante, os reclusos que chegam de precária são colocados em quarentena e são testados. “Esta é, de facto, uma prova de como o sistema funciona e está a funcionar bem”, sublinhou, destacando que os dois reclusos infetados estão no Hospital Prisional de São João de Deus.

Nas últimas semanas, adiantou o Secretário de Estado, foram testados cerca de 1.200 colaboradores destas instituições, numa estratégia que começou pelo Norte e que se está a alargar para a região de Lisboa e Vale do Tejo.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado esta terça-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal regista 29.432 casos confirmados de COVID-19, mais 223 do que no dia de ontem, o que corresponde a um aumento de 0.8%.

Nas últimas 24 horas ocorreram mais 16 óbitos relacionados com a COVID-19, o que eleva o número de mortes para 1.247. Por outro lado, registam-se 6.431 casos de recuperação da infeção provocada pelo novo coronavírus.

Do total de infetados, 71.8% encontram-se em tratamento domiciliário e 2.1% em internamento hospitalar (0.3% em unidades de Cuidados Intensivos e 1.9% em enfermaria geral).