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Mais de 22 mil pessoas testadas até ao momento

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A Diretora-Geral da Saúde adiantou, esta manhã, que Portugal já efetuou mais de 22.000 testes à COVID-19, dos quais 3.544 tiveram resultado positivo. Até ao momento, disse Graça Freitas, todos os casos suspeitos de infeção foram testados, o que irá continuar a acontecer na fase de mitigação, que teve início à meia-noite desta quinta-feira.

“Tivemos 22.257 pessoas suspeitas ao longo deste tempo em que a epidemia está em Portugal e todos estes suspeitos – estes 22.257 – foram submetidos a teste”, afirmou a Diretora-Geral da Saúde, na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, acrescentando que, “além destes, muitos mais fizeram testes, mas estes tiveram garantidamente acesso ao seu teste”.

Daqui para a frente, avançou, “o que vamos fazer é continuar a mesma metodologia”, pelo que “qualquer pessoa suspeita, vai ter acesso ao teste”. À medida que a curva epidémica sobe, aumentará o número de casos suspeitos e, consequentemente, de testes. Além do reforço que tem vindo a ser anunciado no SNS, Graça Freitas lembrou que está “terminada a tramitação para que o setor privado possa fazer testes complementarmente ao setor público”.

Com a entrada do país na fase de mitigação da pandemia de COVID-19, a Diretora-Geral da saúde quis deixar uma palavra de confiança “para as pessoas que vão adoecer daqui para a frente”. Até aqui, estas pessoas eram encaminhadas para um hospital de referência, mas, a partir de agora, muitas pessoas vão ficar em casa. “Isso é um bom sinal. Quer dizer que têm patologia ligeira e que a sua doença provavelmente vai evoluir bem”, explicou.

“Ficar no domicílio é uma boa opção para doentes com doença ligeira a moderada, sobretudo os muito ligeiros. Se por acaso a sua situação evoluir de patamar e agravar, terão outro tipo de atendimento”, assegurou.

Questionada sobre o número de óbitos associados à COVID-19 em Portugal (60), Graça Freitas esclarece que “a letalidade geral do nosso país é pouco superior a 1 para todos os grupos etários, mas é mais elevada nos grupos etários mais velhos”. No entanto, garantiu, está dentro do que é expectável, tendo em conta o que diz a literatura e a experiência de outros países.

Na fase de mitigação há transmissão comunitária, portanto “o critério para ligar para a linha SNS24 é ter sintomas”, nomeadamente tosse – o sintoma mais precoce e que dá mais nas vistas -, febre e dificuldades respiratórias. Estes sintomas, explicou, devem “levar essa pessoa, sem pânico e com calma, a procurar o apoio da linha”.

Na sua intervenção, o Secretário de Estado da Saúde anunciou que “de uma maneira geral, os centros de saúde e os hospitais estão operacionais [para esta nova fase], tendo criado já os respetivos circuitos de COVID e não COVID”. António Lacerda Sales apelou, ainda, à intensificação das medidas de proteção individual dos portugueses: “É crucial que as pessoas não adoeçam todas ao mesmo tempo e os contactos sociais têm de ser reduzidos ao mínimo mais do que nunca”.

Também presente na conferência de imprensa, Fernando Almeida, presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, esclareceu que há três tipos dos chamados “testes” rápidos que ainda não tiveram parecer positivo do INFARMED ou do INSA, por questões relacionadas com a sensibilidade dos mesmos.