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Maioria dos contágios ocorrem em casa e no emprego

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A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, explicou esta quarta-feira que a maioria dos novos contágios da COVID-19 ocorrem em contexto habitacional, laboral e, em terceiro lugar, em contexto social.

“O contágio dentro das habitações, dentro das famílias, continua a ser ainda o mais importante”, revelou a especialista em saúde pública, acrescentando que o ambiente laboral é o segundo sítio de contágio mais frequente.

Adicionalmente, as pessoas podem infetar-se em ambiente social e depois transportam o vírus para casa. “Já pedimos várias vezes às pessoas que, se houver um doente dentro de casa, os elementos da família ou coabitantes se tentem isolar”, lembrou.

O caso inicial pode vir do setor da construção civil, por exemplo, “mas depois acaba por originar casos na habitação. E o terceiro sítio de contágio mais frequente é “o setor social”, o que está relacionado com os ajuntamentos “e com o tempo que as pessoas passam juntas”.

Questionada sobre o ponto de situação dos surtos nos lares de idosos, a responsável revelou que há surtos que estão encerrados, há “surtos completamente novos e há surtos que, tendo acontecido uma primeira vaga, depois encontra-se uma segunda vaga”.

Na região Norte, apenas uma Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) é considerada surto ativo, com um registo de 76 casos confirmados, a maior parte dos quais já recuperados. Na região Centro, também se regista apenas uma situação ativa, com dois casos confirmados até à data.

No Alentejo, foram testadas 178 pessoas no âmbito de um surto num lar, das quais 102 acusaram positivo. Em Lisboa e Vale do Tejo, a situação está em atualização, uma vez que é mais complexa.

Até à data, adiantou, verificaram-se 213 mortes em lares de idosos no Norte, 143 na região Centro, 147 em Lisboa e Vale do Tejo, 7 no Alentejo e 5 no Algarve.