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Maioria das infeções ocorre em domicílios e lares

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Uma análise feita com uma amostra de 2.369 casos confirmados de COVID-19, entre os dias 25 e 30 de abril, mostrou que a maioria das infeções provocadas pelo novo coronavírus foram contraídas em lares de idosos e no domicílio, revelou este sábado a Ministra da Saúde.

Segundo as informações divulgadas por Marta Temido na conferência de imprensa de atualização dos dados da pandemia, 37% dos casos confirmados foram infetados em lares de idosos, 33% no domicílio, 15% em contexto laboral, 7% em contexto social e 6% em instituições ligadas à prestação de cuidados de saúde.

De acordo com o referido estudo, dos 2.369 casos confirmados, 1.454 eram indivíduos do sexo feminino e 438 tinham mais de 80 anos. No mesmo período, mais de um terço dos novos casos pertenciam ao distrito do Porto, seguindo-se Lisboa e Braga como aqueles onde se registaram mais infeções novas. Dos casos que necessitaram de internamento, cerca de 10% precisou de suporte ventilatório.

A Ministra da Saúde revelou ainda que 73% dos novos casos eram assintomáticos, sendo que 22% das infeções detetadas eram também assintomáticas. Metade dos novos casos com comorbilidades tinha hipertensão arterial e diabetes, um quarto tinha doença cardio-cerebro-vascular, a mesma percentagem tinha neoplasias, 34% doenças neurológicas, 27% deficiências neurológicas e 22% tinham doença pulmonar crónica.

Sessenta dias após o aparecimento do primeiro caso no país, a governante destacou que o paciente mais novo tinha apenas alguns meses e o mais velho tinha 111 anos.

De acordo com o boletim epidemiológico publicado este sábado pela Direção-Geral da Saúde, Portugal tem 25.190 casos de COVID-19 (mais 203 do que na sexta-feira) e 1.023 mortos associados à doença. Segundo a Ministra da Saúde, desde o dia 25 de abril foram detetados 422 casos duplicados, pelo que hoje regista-se um número de casos inferior ao que tinha sido anunciado na sexta-feira.

A última atualização revela que houve uma diminuição do número de pessoas internadas, tanto em enfermaria geral como em unidades de cuidados intensivos. Dos 855 doentes internados em hospitais (menos 37 do que na sexta-feira), 150 estão em Unidades de Cuidados Intensivos (menos quatro em relação a ontem).